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Paraguai

Novo titular do Turismo: "Temos que fazer algo grande e disruptivo"

02/05/2026 07:45 4 min lectura 176 visualizações
Nuevo titular de Turismo: “Tenemos que hacer algo grande y disruptivo”

Recém-assumido à frente da Secretaria Nacional de Turismo (Senatur), Jacinto Santa María sustenta que o Paraguai enfrenta um desafio estrutural: sair de um modelo de crescimento lento e dar um salto rumo a uma indústria turística mais competitiva a nível internacional. Com experiência no setor privado e em planejamento estratégico, o novo ministro defende uma visão que combina grandes projetos de atração massiva com o fortalecimento da oferta existente. Nesta entrevista, explica como pensa conseguir isso.

–Ministro, como assume este desafio e que experiência o respalde para liderar a Senatur?

–Eu provenho do setor privado do turismo. Há 25 anos que estou nisso e um dos projetos mais emblemáticos é a Eco Reserva Mbatoví. Em gestão pública, minha especialidade é o planejamento estratégico do desenvolvimento. Fui coordenador da equipe nacional de estratégia país durante cinco anos e trabalhei no Plano Nacional de Desenvolvimento junto com a Secretaria Técnica de Planejamento. Além disso, participei da transformação do Colégio Nacional de Guerra no Instituto de Altos Estudos Estratégicos, onde fui vice-diretor. Tenho formação multidisciplinar, mas sempre vinculada à estratégia.

–Como encontrou a instituição e o que acredita que pode ser melhorado?

–A Senatur tem um trabalho feito que deve continuar. Não se trata de destruir nada, senão de construir sobre o que foi conquistado. O que proponho é uma evolução com uma visão muito mais ambiciosa.

–O senhor fala de dar um "salto exponencial". O que isso significa na prática?

–Hoje estamos crescendo de maneira incremental. Recebemos pouco mais de 2 milhões de turistas, enquanto no mundo mais de 1,5 bilhão de pessoas viajam a cada ano. Temos que romper esse esquema. Não vamos conseguir fazendo mais do mesmo, necessitamos algo que mude a escala.

–Rompendo o círculo vicioso: há poucos produtos turísticos, por isso vem pouca gente; como vem pouca gente, não há investimento; e sem investimento não se criam novos produtos. Para converter isso em um círculo virtuoso há que colocar investimento em produtos turísticos de alto impacto.

–O senhor propõe projetos como parques temáticos. Há quem considere que isso é demasiadamente ambicioso para o Paraguai.

–Pode soar ambicioso, mas necessitamos algo que atraia massivamente. Os parques não substituem o que temos, potencializam. São um "ímã". Se conseguirmos que a gente venha por uma grande atração, depois consome todo o resto: cultura, gastronomia, natureza.

–No entanto, há reclamações sobre a falta de desenvolvimento de muitas atrações existentes, como o centro histórico, os sítios culturais e naturais.

–Concordo plenamente. Tudo isso há que valorizar. Hoje temos sítios históricos que não estão bem aproveitados. Há que modernizá-los, torná-los interativos, usar tecnologia, criatividade. Não podemos oferecer o mesmo de há 50 anos.

–Por que não começar justamente por fortalecer o pequeno antes de pensar em grandes investimentos?

–Há que fazer ambas as coisas. Mas temos que entender que o pequeno, por si só, não gera o volume de turistas que necessitamos. É fundamental, mas não suficiente.

–Que planos tem a curto prazo, por exemplo, com as pousadas turísticas e o turismo interno?

–Isso é chave. Tudo o que vem sendo feito bem tem que continuar e fortalecer. As pousadas turísticas são fundamentais para as mipymes e o turismo interno. Há que apoiar essa gente, capacitá-la, facilitar-lhe o crescimento.

–Mas o senhor mesmo sinaliza que isso não é suficiente...

–Claro, porque a gente não viaja só para dormir. Viaja porque há algo que fazer. Primeiro você tem que criar o produto turístico. Depois vêm a pousada, o restaurante, o comércio. É o que aconteceu em Encarnación: antes não ia ninguém, fizeram-se as praias e tudo mudou.

–Nesse sentido, que tipo de produtos se dever...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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