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Paraguai

No IPS de CDE reclamam a Fretes pela falta de turnos, leitos e especialistas

Pacientes oncológicos, renais e asegurados do Alto Paraná apresentam demandas urgentes ao presidente da instituição

18/07/2026 10:45 3 min lectura 20 visualizações

A falta de especialistas, as dificuldades para acessar estudos e tratamentos, a burocracia nas autorizações e as longas esperas para obter turnos foram os principais reclamos expostos pelos assegurados do Instituto de Previsão Social ao presidente, Isaías Fretes, no Hospital Regional de Ciudad del Este.

O titular apontou que apenas com uma reengenharia e reprogramação seria possível atenuar os reclamos que receberam, destacando que a vantagem que possuem é que o IPS gera seus próprios recursos.

Os reclamos foram entregues por escrito por representantes da Associação de Pacientes Oncológicos, Associação de Pacientes Renais e uma Associação de Assegurados do Alto Paraná, além de funcionárias terceirizadas da empresa Cevima, prestadora do serviço de limpeza.

Inclusive, uma das mulheres da área de limpeza também se aproximou de Fretes para comentar que há cinco meses não recebe seu salário.

Os pacientes solicitaram soluções urgentes para garantir uma atenção integral que pudesse evitar atrasos em seus tratamentos que já não podem esperar ou viajar à capital para serem atendidos por especialistas.

Falta de profissionais para interpretar estudos

Um dos reclamos é a falta de profissionais para interpretar estudos de imagens. Os pacientes apontaram que o Hospital Regional do IPS dispõe de um tomógrafo em funcionamento, mas a ausência de um especialista obriga a derivar os estudos a um serviço privado.

Os pacientes oncológicos pediram a desburocratização para consultas com especialistas e estudos, já que devem permanecer durante toda a noite no hospital para conseguir um turno para ecografias ou ecocardiogramas.

Solicitaram um sistema de atendimento prioritário para os convalescentes. Com relação a pedidos de estudos assinados pelo único especialista em oncologia, os afetados apontaram que devem voltar a pedir uma autorização no Hospital Central para a realização de cintilografia, densitometria ou radioterapia.

Retirada de fármacos

Outro ponto exposto foi o procedimento para retirar medicamentos. Os pacientes solicitaram flexibilizar o protocolo vigente, já que atualmente muitos idosos ou pessoas com mobilidade reduzida estão obrigados a se apresentar pessoalmente na farmácia do IPS ou providenciar autorizações notariais para que um familiar possa retirar os fármacos.

Luz Almada denunciou que seu bebê prematuro perdeu a vista por negligência dos profissionais de neonatologia, que não solicitaram o estudo de fundo de olho e que agora já não pode fazer nada.

O titular do IPS afirmou que diante da falta de recursos da instituição será implementada a telemedicina para a leitura dos estudos, através de um mecanismo que já está sendo implementado na capital. Referiu que tudo seria resolvido com uma reengenharia e reorganização da instituição.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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