Nelore marcou recorde com 2.565 animais e "demonstrou o potencial da raça para produzir mais quilos em menor idade"
O Concurso de Novilhos, Novilhas e Touros Gordos 2026 da Nelore deixou um forte sinal produtivo durante a Expo Concepción. A atividade alcançou um novo recorde de participação com 2.565 animais inscritos e abatidos na Minerva Foods, mas o dado que mais se destacou para a organização esteve na combinação de juventude e peso dos bovinos apresentados: cargas que se movimentaram em torno de 580 a 600 quilos de peso vivo e com mais de 90% dos animais com dentes de leite.
Luis Soljancic, presidente da Nelore, destacou a Valor Agro que a edição superou o próprio recorde da associação e, além disso, demonstrou um salto na preparação dos animais. "Tivemos uma qualidade impressionante em cada lote. Também estamos muito contentes porque se somaram novos produtores e a preparação foi muito melhor do que em anos anteriores", afirmou.
Para Soljancic, essa evolução reflete uma maior compreensão por parte dos produtores sobre o objetivo do concurso: avançar rumo a lotes mais homogêneos e capazes de oferecer melhores resultados dentro da indústria frigorífica.
A seleção, explicou, aponta para melhor rendimento, maior qualidade de carne e mais quilos produzidos em animais jovens.
Um dos números que mais surpreendeu foi precisamente o peso alcançado. "Estamos falando de cerca de 580 a 600 quilos de peso em pé, e foi algo muito uniforme dentro das 2.565 cabeças, com mais de 90% em animais dentes de leite", sinalizou. Segundo o titular da Associação, esses registros demonstram "todo o potencial que tem a raça Nelore", particularmente pela possibilidade de obter altos pesos de carcaça em pouca idade.
A mensagem produtiva do concurso também ficou vinculada com um dos principais desafios atuais da pecuária: incrementar os quilos de carcaça por animal.
Soljancic sustentou que ainda existe margem para continuar avançando e ressaltou que, com os atuais valores do gado, agregar quilos durante a fase produtiva pode resultar particularmente atrativo para o estabelecimento.
"Produzir esses quilos não nos custa tanto quanto ao preço que estamos vendendo", expressou. Nesse sentido, levantou que comercializar animais com carcaças de apenas 240 ou 250 quilos pode gerar uma desvantagem posterior quando o produtor deve voltar ao mercado para comprar a recria, especialmente frente aos elevados valores que apresenta atualmente essa categoria. "Ao poder aumentar essas carcaças, estamos faturando a favor da empresa", afirmou.
Nos resultados finais, Agrícola Ganadera San Marcos obteve o Campeonato Supremo Ouro de machos, com o curral 32, enquanto Ganadera Forestal Santa Catalina S.A. conquistou o Supremo Prata.
Entre as fêmeas, o Campeonato Supremo Ouro ficou para Goya S.A., com o curral 05, e o Supremo Prata foi para Luis Fernando Soljancic Vargas, com o curral 04.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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