Negociações por nova fórmula de salário mínimo avançam lentamente
Estado atual das negociações
Um mês após o reajuste do salário mínimo legal (SML) de 5% acima da inflação, as conversações para a redação de um projeto de lei que inclua uma nova fórmula continuam em estágio inicial. José Pineda, vice-presidente da Central Unitária de Trabalhadores Autêntica (CUT-A), expressou que apesar do início das reuniões do Conselho Consultivo Tripartite ainda não se materializaram avanços nos detalhes da proposta.
Atualmente, os debates da mesa tripartite, conformada pelo Governo Nacional, o setor dos trabalhadores e os empregadores, centram-se na desindexação do salário mínimo de taxas municipais e judiciais.
Posições dos atores envolvidos
Segundo Pineda, existe limitado interesse por parte dos empregadores para negociar a nova fórmula. Durante o primeiro semestre, o debate concentrou-se na necessidade de utilizar indicadores adicionais ao índice de preços ao consumidor (IPC) para determinar os aumentos salariais, levando em conta que o sistema atual impacta na perda de poder aquisitivo a cada ano.
A proposta conta com respaldo do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MTESS), o que permitiu o início das negociações no marco do Conselho Consultivo Tripartite, embora os sindicatos observem um ritmo lento no avanço.
"Sobre a mudança do sistema de ajuste ao salário mínimo, não houve avanços, nós temos colocado isso como uma questão prioritária. Vemos complicações porque o setor patronal não está muito contente em discutir essa situação e tampouco vemos uma posição firme da autoridade do Governo para colocar uma mudança", manifestou Pineda.
Antecedentes legislativos
Cada ano apresentam-se tentativas no Congresso Nacional com projetos de lei que propõem uma nova metodologia de cálculo salarial. Entretanto, estes não contaram com acompanhamento do oficialismo, pelo que finalmente não foram estudados nem aprovados.
Este ano, o setor empresarial questionou o incremento de 5% decretado pelo presidente Santiago Peña, equivalente a 2,6% acima da inflação interanual. Por sua parte, a ministra do Trabalho, Mónica Recalde, reconheceu que o IPC não constitui um instrumento adequado para reajustar o salário mínimo legal.
Perspectivas futuras
O setor sindical insiste em avançar nas negociações para alcançar um consenso que possa implementar-se no próximo ano. Os trabalhadores buscam evitar encontrar-se novamente sem uma referência metodológica definida no momento do reajuste anual, situação que se repetiu durante vários anos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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