Negociações entre Estados Unidos e Irã continuam em meio a desacordos sobre temas-chave
Conversações diplomáticas em curso
Teerã e Washington estão imersos há semanas em conversas indiretas com o objetivo de alcançar um acordo duradouro que ponha fim à guerra no Oriente Médio. Fontes em Washington mencionaram recentemente um marco de acordo que inclui uma prorrogação de 60 dias do cessar-fogo, embora as negociações continuem sem avanços concretos.
Pontos de desacordo principais
Questão nuclear: Estados Unidos e Israel exigem que o Irã nunca tenha acesso a armas nucleares e solicitam a destruição de suas reservas de urânio altamente enriquecido. O Irã nega ter intenções de desenvolver armas atômicas e insiste em tratar o tema nuclear somente após a assinatura do protocolo de acordo em discussão.
Estreito de Ormuz: Outro ponto de fricção é o controle dessa via estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos. Washington exige que seja aberto imediatamente e que o Irã se comprometa a desminar a região. Por sua parte, o Irã sustenta que o estreito encontra-se em suas águas territoriais e nas de Omã, portanto ambos os países são os únicos facultados para decidir sobre sua gestão. Estados Unidos mantém um bloqueio aos portos iranianos.
Posições das partes
Um funcionário da Casa Branca indicou que o governo estadunidense apenas realizará um acordo que seja favorável aos Estados Unidos e que respeite suas linhas vermelhas. O secretário de Defesa estadunidense advertiu que seu país está preparado para retomar as hostilidades se necessário.
Por parte do Irã, o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores apontou que as trocas de mensagens continuam com Estados Unidos e defendeu a posição iraniana a respeito do Estreito de Ormuz.
Perspectivas internacionais
O chefe da diplomacia turca considerou que um acordo está mais próximo do que nunca, enfatizando que a solução do bloqueio do Estreito de Ormuz é prioritária diante de outros temas, dado seu impacto internacional significativo na economia mundial.
Entre as demandas adicionais do Irã encontra-se o fim dos combates no Líbano, onde seu aliado Hezbollah e Israel se enfrentam desde 2 de março.
Impacto econômico global
A guerra causou milhares de mortes e impactou significativamente a economia mundial ao elevar os preços do petróleo. O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial alertaram sobre o risco de uma escassez de petróleo em nível global.
Os cidadãos em Teerã expressam desconfiança a respeito das negociações, apontando que ambas as partes se comunicam de forma que satisfaz seus seguidores, sem clareza sobre quem diz a verdade.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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