Naranjito: Autópsia de policiais revela que foram executados com disparos na boca e na cabeça
O médico forense Pablo Lemir informou, após a autópsia dos policiais mortos em Naranjito, que foram avaliados os corpos e no primeiro dos casos, do suboficial Herminio Ojeda González (33), não há dúvidas de que se tratou de um disparo de execução, com um tiro na cavidade bucal, que se constatou pelo enegrecimento que a língua apresenta.
"A arma metida na boca é um disparo de execução. Independentemente disso, também tinha uma ferida de disparo de trás para frente no tórax, com três orifícios, possivelmente esquírolas", conforme mencionou aos meios de comunicação.
No segundo dos casos, o do suboficial Atilio Martínez Barrios (40), também apresenta duas feridas por projéteis de armas de fogo, uma delas na axila, que provocou a lesão de grandes vasos, com uma hemorragia massiva que lhe causou a morte. Posterior a esse disparo, recebeu como um tiro de graça na cabeça, de esquerda para direita, a uma curta distância, segundo revelou.
Entre tanto, detalhou que ambos os corpos apresentavam queimaduras importantes de segundo e terceiro graus na região frontal, enquanto as vestimentas estavam queimadas e aderidas ao corpo.
No caso de Josemar Escobar Piris (37), civil que funcionava como secretário dos agentes policiais da colônia Naranjito, a autópsia será realizada nesta quinta-feira pela equipe forense.
Ataque brutal ao Posto Policial em Naranjito
Dois suboficiais e um civil morreram no Posto Policial 4 de Naranjito, distrito de Ybyrarobaná, no Departamento de Canindeyú, após um ataque de um grupo armado conformado por aproximadamente 20 pessoas com armas longas e vestimenta paramilitar.
O posto policial foi queimado com bombas molotov e ocorre em uma zona de influência de grupos criminais, como o Exército do Povo Paraguaio (EPP) e a banda liderada por Felipe Santiago Acosta, alias Macho.
Os atacantes saíram de um campo de pastagem localizado em frente à sede policial, localizada sobre a rota PY03, a aproximadamente 60 quilômetros de Curuguaty, segundo as informações que se têm a respeito.
O suboficial Víctor Raúl Gavilán (47) sobreviveu ao ataque, ficou ferido e foi trasladado ao hospital policial Rigoberto Caballero de Assunção. Tem uma lesão na axila, está lúcido, estável e em bom estado geral, indicaram fontes do centro assistencial.
Enquanto isso, os promotores Lorenzo Lezcano e Federico Delfino, da Unidade Especializada em Fatos Puníveis contra a Liberdade das Pessoas e Terrorismo, acompanharão o promotor Óscar Paredes na investigação do ataque que sofreu o Posto Policial 4 de Naranjito, do Departamento de Canindeyú, ocorrido na noite desta terça-feira.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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