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Paraguai

MTESS busca acordo social para reajuste do salário mínimo

29/04/2026 07:46 4 min lectura 203 visualizações
MTESS apunta a un acuerdo social para el reajuste del salario mínimo

Com um diálogo social tripartite, o Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MTESS) busca selar um acordo para o reajuste anual do salário mínimo legal (SML), que está a cargo da Comissão Nacional de Salários Mínimos (Conasam), que começará a sesionar antecipadamente a partir do mês de maio.

Este anúncio foi dado a conhecer ontem no marco da primeira reunião do Conselho Consultivo Tripartite, que aglutinou representantes do Governo Nacional, setor empresarial e as centrais operárias que debateram sobre uma nova fórmula para o cálculo do reajuste anual do salário mínimo, que não só inclua o índice de preços ao consumidor (IPC), mas também outras variáveis.

Desde o Ministério do Trabalho se acordou avançar na análise do reajuste do salário mínimo, abordado desde uma perspectiva técnica e integral. Entre os novos componentes para a calculadora do reajuste do SML se propôs avançar na análise da cesta básica e suas variações.

Durante a reunião cuja informação de debate se manejou de maneira hermética, não se chegou a um acordo ainda entre os empresários e os grêmios. Para Bernardo Rojas, presidente da Central Unitária de Trabalhadores – Auténtica (CUT-A), a mesa tripartite não foi "positiva", mas relatou que se acordou debater mais sobre conformação da cesta básica, o cálculo do IPC, uma nova fórmula e a desindexação do salário mínimo de impostos, jornais e outros para que não tenha um impacto na inflação.

Rojas assinalou que, devido a que estão contra o relógio para um projeto de lei que inclua as variáveis para as regras do novo cálculo, se prevê um "acordo tripartite" com os integrantes de Conasam que deverão votar para dar legalidade ao reajuste anual, por cima do IPC. Ramón Ávalos, presidente da Central Nacional de Trabalhadores (CNT), estimou que, apesar de não chegar "a um acordo", considera satisfatório o compromisso da convocatória de Conasam, para que inicie já o estudo de uma nova medição para o aumento salarial. "Não temos algo concreto e ficamos abertos a ver se existe uma negociação de políticas públicas, sobretudo, por aí nos entendemos com os empresários e que possamos chegar a um reajuste maior".

O gremialista insistiu que há uma perda do poder aquisitivo, pelo que insistem na necessidade de elaborar uma nova fórmula para o incremento, devido a que consideram que a variação interanual do IPC não reflete o aumento necessário para os trabalhadores. Este setor pede como mínimo um aumento de 20% do SML (G. 2.899.048), ou seja G. 500.000.

O presidente da CNT lamentou que há mais de um ano insistem na necessidade de estabelecer um novo parâmetro, mas que não é suficiente ter intenções sem uma decisão "política".

Ávalos espera que o Estado possa intermediar com o setor empresarial para chegar a um acordo "político" e se possa concretizar um aumento por cima do cálculo do IPC. "Falamos também de que independentemente poderíamos também nos reunir com os empresários para ver quais são suas condições e ver se eles vão aceitar a proposta". O setor empresarial insiste que o incremento se baseie nas regras do IPC, caso contrário analisam "medidas legais". Mas enquanto seguirá a negociação tripartite. Dentro de 8 dias, se estima tanto que Conasam como o Conselho Tripartite Consultivo se volte a reunir para prosseguir com o diálogo social. Conasam deve definir o incremento anual no final de junho.

Na primeira sessão do Conselho Consultivo Tripartite que aglutina autoridades do Ministério do Trabalho, setor empresarial e as centrais operárias, contou com uma ampla participação tripartite.
Na ocasião participaram a ministra do Trabalho, Mónica Recalde, a vice-ministra de Emprego e Segurança Social, Verónica López; e o vice-ministro do Trabalho, César Segovia.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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