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Internacional

Morreu Lindsey Graham, histórico senador republicano e defensor de Israel

12/07/2026 17:30 4 min lectura 9 visualizações

O senador americano Lindsey Graham, aliado do presidente Donald Trump, morreu aos 71 anos após uma "enfermidade breve e repentina", indicou neste domingo sua assessoria. Graham, conhecido por seu trabalho em política externa, foi um firme defensor da guerra do Iraque e nos últimos anos instou tanto a Trump quanto ao governo de seu antecessor, Joe Biden, a apoiar a luta da Ucrânia contra a invasão russa. A assessoria do senador republicano por Carolina do Sul afirmou em comunicado em sua conta no X que Graham "faleceu devido a uma enfermidade breve e repentina".

A NBC News indicou que os serviços de emergência responderam a uma chamada por "parada cardíaca" procedente da casa de Graham em Capitol Hill, de acordo com áudio da polícia obtido por esse e outros veículos americanos. Graham foi eleito membro da Câmara de Representantes em 1994 e senador em 2002. Posteriormente, renovou seu assento no Senado em 2008, 2014 e 2020, e chegou a presidir o Comitê de Orçamento da Câmara Alta.

"Um verdadeiro patriota"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rendeu homenagem ao senador em uma publicação em sua rede Truth Social. "O senador Lindsey Graham, uma das melhores pessoas e senadores que conheci, faleceu! Estava sempre trabalhando e era um verdadeiro patriota americano. Lindsey será muito sentido!", escreveu. Trump afirmou que conversou com Graham no sábado à noite, ao retorno deste de uma viagem à Ucrânia, e que soava cansado. Segundo o presidente, fizeram planos tentativos para se reunirem no domingo.

"Pode ter sido sua última chamada", disse Trump. Graham fez uma tentativa fracassada de chegar à presidência em 2016, advertindo naquela época que os republicanos não deviam apoiar Trump porque era um "instigador racial, xenófobo e fanático religioso".

Sua relação teve outro momento de forte tensão pela insurreição de partidários de Trump no Capitólio em 6 de janeiro de 2021, quando Graham disse que seus colegas republicanos não deviam contar com ele para defender o magnata. "Chega", disse naquele momento. Porém, posteriormente votou contra condenar Trump em seu julgamento político. Graham restabeleceu sua relação depois e apoiou sua campanha de reeleição.

Amigo de Israel

O ex-presidente republicano George W. Bush afirmou dele "que entendia (...) que o compromisso dos Estados Unidos no exterior consiste em resistir à tirania". Joe Biden afirmou estar "chocado". Graham foi um firme defensor de Israel. O ex-presidente republicano George W. Bush disse dele "que entendia (...) que o compromisso dos Estados Unidos no exterior consiste em resistir à tirania".

"Lindsey entendia que a segurança de Israel e dos Estados Unidos são inseparáveis (...) Israel perdeu um de seus maiores amigos", declarou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, conforme comunicado divulgado por sua assessoria. O presidente de Israel, Isaac Herzog, garantiu por sua vez na rede X que "nunca esqueceremos como esteve ao lado do povo de Israel em nossos momentos mais difíceis".

Graham havia vencido recentemente as primárias para buscar um novo mandato no Senado nas eleições legislativas de novembro, cruciais para Trump.

O governador de Carolina do Sul, Henry McMaster, terá de nomear um sucessor para os meses restantes do mandato de Graham, sendo necessário celebrar outras primárias.

A morte de Graham ocorre em um momento em que a hospitalização, já de várias semanas, do ex-líder republicano do Senado Mitch McConnell abala o partido.

Os republicanos têm uma estreita maioria de 53 a 47 assentos no Senado, e contam com muito pouca margem para ausências nas votações ou deserções. McConnell foi internado no hospital o mês passado e não vota desde 11 de junho.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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