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Política

Ministério da Saúde e médicos avançam em negociações para resolver conflito laboral

09/09/2026 23:45 3 min lectura 272 visualizações

A secretária-geral do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), Rossana González, informou sobre os avanços nas negociações com o Ministério da Saúde. Segundo indicou, a pasta sanitária se comprometeu a enviar uma adenda de seu orçamento de USD 60 milhões, cifra que deverá ser completada pelo Congresso Nacional para alcançar os USD 120 milhões requeridos.

Detalhes da proposta salarial

González explicou que os médicos solicitaram um reajuste salarial de G. 3 milhões no piso geral dentro da escala. Atualmente, o Ministério da Saúde ofereceu aproximadamente G. 2 milhões, sem que ainda exista um montante definitivo estabelecido.

A sindicalista precisou que um médico com vínculo nomeado percebe G. 5.400.000, enquanto que os médicos contratados recebem G. 5 milhões. Na atualidade, existem 9.000 vínculos classificados como contratados.

Transparência na negociação

González destacou que existe uma abertura total do Ministério da Saúde com respeito aos montantes disponíveis. "O Ministério da Saúde se comprometeu a dar um orçamento, mas não vai ser a soma completa, USD 60 milhões, por isso o Congresso vai ter que completar essa cifra", indicou.

Com respeito à cifra de profissionais médicos, a secretária-geral apontou uma discrepância. O Ministério da Saúde informou inicialmente que existiam 19.000 vínculos médicos, mas posteriormente mencionou 24.000 vínculos, sem clareza sobre a origem dessa diferença.

Condições pendentes

González reforçou que não é possível falar de um acordo definitivo até contar com um montante específico e um documento assinado por ambas as partes. "Hoje existe uma abertura total, uma sinceridade do montante do qual dispõem, razão pela qual passamos a responsabilidade ao Congresso Nacional e para saber qual é o montante com o qual eles se comprometem", manifestou.

A sindicalista acrescentou que os médicos esperam a proposta escrita tanto do Ministério da Saúde como do Congresso Nacional para continuar com as negociações.

Situação de renúncias

González informou que o Ministério da Saúde rejeitou 500 renúncias apresentadas por médicos até a data. Contudo, espera-se que antes da sexta-feira se apresentem novas renúncias se não houver avanço nos acordos.

Diante da abertura mostrada pelo Ministério da Saúde, os médicos avaliam revisar sua postura com respeito às renúncias apresentadas ou, em caso contrário, continuar com a apresentação de novas solicitações de demissão.

Próximos passos

Os profissionais médicos esperam que o Ministério da Saúde envie a adenda orçamentária ao Congresso Nacional e que essa instituição complete o montante solicitado para reajustar o piso salarial. Além disso, reitera-se a necessidade de contar com mais recursos para medicamentos e insumos nos hospitais durante o próximo período.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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