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Saúde

Ministério da Saúde apresenta nova proposta salarial para médicos demissionários

Governo busca resolver crise de renúncias com escalonamento baseado em antiguidade e formação acadêmica

08/09/2026 03:00 3 min lectura 331 visualizações

Novas negociações pela crise salarial

Os esforços para resolver a situação de renúncias de médicos continuam por parte das autoridades governamentais. A doutora Nélida Caballero, anestesiologista do Hospital General Pediátrico Acosta Ñu, informou que durante a jornada foram apresentadas aproximadamente 210 renúncias na mesa de entrada do Ministério da Saúde, elevando o número total de demissões para cerca de 500 profissionais, considerando as 290 renúncias registradas até a sexta-feira anterior.

Nesta manhã realizou-se uma reunião entre representantes de sindicatos e sociedades médicas com a ministra da Saúde, doutora María Teresa Barán; o ministro da Economia e Finanças, Oscar Lovera, e a ministra do Trabalho, Mónica Recalde.

Detalhes da proposta apresentada

O doutor Roberto Riveros, da Sociedade Paraguaia de Cirurgia Pediátrica, compartilhou informações sobre o encontro. Indicou que foi apresentada uma proposta que estabelece o escalonamento considerando tanto a antiguidade quanto a formação acadêmica dos profissionais.

Riveros precisou que o sistema de escalonamento proposto apresenta variabilidade conforme o grau acadêmico e a antiguidade de cada profissional. Apontou que esses números requerem análise detalhada para validar sua viabilidade.

O cirurgião pediátrico destacou que a proposta também incluiria médicos sem grau de especialidade no sistema de remuneração. "Melhora a oferta salarial porque abrange todos os médicos que estamos no Ministério da Saúde. E esse escalonamento vai ser um pouco mais justo com base nos números que nós buscamos", expressou.

Próximas etapas de negociação

Riveros adiantou que a proposta será analisada em grupo para determinar se os valores propostos respondem aos reclamos formulados nas últimas semanas. Informou que está previsto um novo encontro com as autoridades em 48 horas para continuar as conversas.

Segundo indicou, em caso de se chegar a um acordo entre as partes, ficaria sem efeito a greve programada para 21 e 22 de setembro.

A doutora Caballero apontou que durante a reunião foi informado que o tratamento administrativo das demissões encontra-se em pausa por parte do Ministério. Destacou a existência de uma maior predisposição ao diálogo por parte das autoridades para resolver a situação atual.

Posição do Sindicato Nacional de Médicos

Pelo Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), esclareceram que não foram convocados à reunião com as autoridades ministeriais, diferentemente dos representantes de sociedades de subespecialistas.

A doutora Rosanna González, dirigente do Sinamed, expressou preocupação com a metodologia empregada nas negociações, enfatizando que uma solução integral exigiria a participação de todos os setores médicos envolvidos na problemática.

González destacou que a unidade entre os profissionais médicos em luta se mantém, e indicou que a informação sobre a reunião foi conhecida através de comunicações entre colegas. Esclareceu que a organização analisa a situação conforme seus próprios critérios e avaliações.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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