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Milva Gauto: "A ironia surge a partir da perda de paciência"

28/08/2026 22:45 3 min lectura 25 visualizações

No marco do vigésimo aniversário de Baila Conmigo Paraguay na televisão, Milva Gauto volta a ocupar um dos lugares mais observados do certame: a mesa do jurado.

Fiel a um estilo que combina humor, ironia e um olhar particularmente atento sobre os participantes, a comunicadora assume esse novo desafio com uma premissa clara: as diferenças entre os integrantes do jurado são, precisamente, as que enriquecem o show.

Milva Gauto acumula sua sexta participação como jurada do certame. A comunicadora já havia ocupado esse lugar em cinco edições anteriores: 2011, 2012, 2013, 2014 e 2017, com quatro participações consecutivas nos primeiros anos do programa. Seu retorno em 2026 marca, além disso, a continuidade de um vínculo com o formato que remonta às suas primeiras temporadas.

Sobre como surgiu seu personagem, ela reflete: "Eu acho que foi de maneira super espontânea. Como é um certame de dança e show, sobretudo show, se baseia praticamente em que os quatro, cinco, seis ou quantos sejam os membros do jurado, sejamos absolutamente distintos", explica.

Para Gauto, essa diversidade de perfis é fundamental porque cada integrante observa o palco de um lugar diferente.

As opiniões, portanto, dificilmente podem ser iguais. Em seu caso, além disso, existe uma linha tênue entre a pessoa e o personagem que aparece diante das câmeras.

"Talvez eu tenha um personagem com muito pouca paciência, mas o personagem com pouca paciência se parece muito comigo na vida real, porque é uma mistura de personagem com pessoa", reconhece.

"Como todos os formatos que fiz em rádio e televisão, cada criação tem uma personalidade distinta. Cada formato ou personagem vai tomando forma, quer dizer, meu próprio personagem é um pouco irreal, mas absolutamente espontâneo, genuíno. O único que não mudará nunca é a excessiva paciência até perder a paciência". Milva Gauto

E quando a paciência chega ao seu limite, aparece um de seus recursos mais reconhecíveis: a ironia.

"O personagem trata de ter muita paciência e, quando se lhe vai a paciência, então começa a ironia", assinala. É um mecanismo que, segundo admite entre risos, aparece quase de maneira automática.

"A ironia surge a partir da perda de paciência. Quando a paciência já é forçada, aí, pum!, surge assim de maneira automática. Não posso controlar, infelizmente. E não há um ironiólogo para poder seguir um tratamento contra a ironia tampouco", brinca.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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