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Economia

Microempresas defendem cumprimento da lei do Código Laboral para análise de reajuste

Fedemipymes critica intenção do Ministério do Trabalho de aumentar salário mínimo acima do IPC sem mudança legislativa

07/05/2026 10:45 2 min lectura 0 visualizações
Mipymes abogan que se cumpla la ley del Código Laboral para estudiar ajuste

Diante da primeira reunião do ano do Conselho Nacional de Salários Mínimos (Conasam), prevista para a sexta-feira, cujos integrantes devem definir o montante do aumento anual do salário mínimo legal (SML) no final de junho, Luis Tavella, presidente da Federação Paraguaia de Microempresas (Fedemipymes), afirmou que durante a negociação deve prevalecer o cumprimento da lei para o ajuste salarial, que estabelece a regra do índice de preço ao consumidor (IPC).

O representante da Fedemipymes se posicionou contrário à intenção do Ministério do Trabalho, Emprego e Seguridade Social (MTESS) de estabelecer o aumento acima do IPC e sem colocar em marcha um projeto de lei para estabelecer uma nova regra para o cálculo.

"Se vai ser acima há uma lei que se tem que cumprir, onde está a diferença do IPC. Se isto vai variar têm que mudar a lei. Não se pode fazer por decreto somente", disse em declarações a ÚH.

Tavella assinalou que também se deve levar em conta que os que ganham salário mínimo é bajíssimo em relação a todos os trabalhadores e que há uma altíssima informalidade no país.

Considerou que se sobe o salário mínimo mais que o IPC, o mais impactado será o das microempresas, atendendo que 8 de cada 10 empregos correspondem a este setor. Admitiu que dentro do setor da microempresa há uma alta informalidade.

Para Tavella, para que haja um benefício do aumento do salário mínimo no bolso do trabalhador, primeiro se deve dar uma solução ao aumento sustentado da cesta básica, ao problema do transporte público, cujos gastos levam grande porcentagem do salário em combustíveis e traslados privados.

"Então, é uma questão complicada. Acho que há que respeitar o que diz a lei. E bem, se depois se decide mudar a lei, acho que haveria que fazer uma mesa onde possamos compartilhar absolutamente todas as posições", assinalou.

Acrescentou que a Federação Paraguaia de Microempresas representa 98% das empresas, mas não está representada no Conasam, o qual considera injusto. "Não temos representação na mesa para poder falar. Então, outras pessoas opinam em representação do setor, o que não me parece muito correto".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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