Método Wolbachia protagoniza queda drástica de dengue em Foz
Cidade registra redução superior a 90% nos casos da doença em 2025
Foz de Iguaçu logrou uma redução histórica dos casos de dengue durante 2025, com uma queda superior a 90% em comparação com o ano anterior, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde. O resultado é atribuído a uma combinação de estratégias sanitárias, entre elas a aplicação do método Wolbachia, campanhas de conscientização e operativos permanentes de eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti.
O informe elaborado pela Direção de Vigilância em Saúde revela que o município fechou o ano com 1.031 casos confirmados de dengue, frente aos 14.683 registrados em 2024. A diminuição também se refletiu nas notificações de suspeitas, que passaram de 28.850 a 10.548 casos, enquanto as internações desceram de 2.017 a 437 pacientes.
O contraste com o vivido em 2023 não pode ser mais evidente. Aquele ano, Foz enfrentou uma das piores epidemias de sua história com 26.000 casos e 22 mortes por dengue.
Desde a administração municipal sinalizaram que o descenso responde a um trabalho sustentado de prevenção e monitoramento epidemiológico, acompanhado por visitas domiciliares, jornadas de limpeza e campanhas de sensibilização dirigidas à cidadania. Além disso, ressaltaram que a detecção precoce permitiu respostas mais rápidas diante de novos focos da doença.
Um dos principais eixos da estratégia sanitária foi a implementação do método Wolbachia, impulsionado pela Fiocruz com apoio do Ministério da Saúde do Brasil, da Secretaria de Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional. O sistema consiste em liberar mosquitos Aedes aegypti portadores da bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de transmitir dengue, zika e chikungunya.
As liberações começaram em agosto de 2024 após a inauguração de uma biofábrica e durante 2025 o método alcançou 50% de cobertura da área urbana da cidade, consolidando-se como uma ferramenta de controle sanitário a médio e longo prazo.
Os dados preliminares de 2026 mostram que a tendência favorável continua. Apesar do cenário alvissareiro, o Centro de Controle de Zoonoses advertiu que a dengue mantém um comportamento sazonal e que os meses de maior risco continuam concentrados entre março e maio. Por isso, as autoridades sanitárias mantêm ativas as tarefas de prevenção e pedem à cidadania eliminar recipientes com água acumulada, limpar calhas e permitir o ingresso de agentes sanitários às habitações para evitar novos surtos.
• De 14.683 casos e 10 mortes registradas em 2024, a cidade caiu para 1.031 casos confirmados ao longo de 2025.
• As hospitalizações pela doença se reduziram em 78,3%, passando de 2.017 a 437 no mesmo período interanual.
• Para os primeiros meses de 2026, a tendência se manteve estável, completando mais de um ano sem mortes por dengue no município.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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