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Foz do Iguaçu consegue redução histórica da dengue com método Wolbachia

Cidade registra queda superior a 90% em casos da doença em 2025

22/05/2026 23:45 3 min lectura 6 visualizações
Foz de Yguazú logra reducción histórica del dengue con método Wolbachia

Avanço sanitário significativo no controle da dengue

Foz do Iguaçu alcançou uma redução histórica dos casos de dengue durante 2025, com uma queda superior a 90% em comparação com o ano anterior, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde. O resultado é atribuído a uma combinação de estratégias sanitárias, entre elas a aplicação do método Wolbachia, campanhas de conscientização e operativos permanentes de eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti.

O informe elaborado pela Direção de Vigilância em Saúde revela que o município encerrou o ano com 1.031 casos confirmados de dengue, frente aos 14.683 registrados em 2024. A diminuição também se refletiu nas notificações de suspeitas, que passaram de 28.850 a 10.548 casos, enquanto as internações desceram de 2.017 a 437 pacientes.

Comparativo com anos anteriores

O contraste com os registros históricos é significativo. Em 2023, Foz suportou uma das piores epidemias com 26.000 casos, enquanto que em 2024 se reportaram 14.683 casos. Os dados de 2025 mostram uma tendência favorável no controle da doença.

Estratégia integral de prevenção

Desde a administração municipal sinalizaram que a queda responde a um trabalho sustentado de prevenção e monitoramento epidemiológico, acompanhado por visitas domiciliares, jornadas de limpeza e campanhas de sensibilização dirigidas à cidadania. A detecção precoce permitiu respostas mais rápidas diante de novos focos da doença.

Método Wolbachia: protagonista do controle sanitário

Um dos principais eixos da estratégia foi a implementação do método Wolbachia, impulsionado pela Fiocruz com apoio do Ministério da Saúde do Brasil, da Secretaria de Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional. O sistema consiste em liberar mosquitos Aedes aegypti portadores da bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de transmitir dengue, zika e chikungunya.

As liberações começaram em agosto de 2024 após a inauguração de uma biofábrica e durante 2025 o método alcançou 50% de cobertura da área urbana da cidade, consolidando-se como uma ferramenta de controle sanitário a médio e longo prazo.

Continuidade da tendência favorável

Os dados preliminares de 2026 mostram que a tendência favorável continua. Não obstante, o Centro de Controle de Zoonoses advertiu que a dengue mantém um comportamento estacional e que os meses de maior risco seguem concentrando-se entre março e maio.

Por isso, as autoridades sanitárias mantêm ativas as tarefas de prevenção e solicitam à cidadania eliminar recipientes com água acumulada, limpar calhas e permitir o ingresso de agentes sanitários às residências para evitar novos surtos.

Indicadores-chave de melhora

De 14.683 casos e 10 mortes registradas em 2024, a cidade baixou para 1.031 casos confirmados ao longo de 2025.

As hospitalizações pela doença se reduziram em 78,3%, passando de 2.017 a 437 no mesmo período interanual.

Durante mais de um ano não se registraram mortes por dengue no município.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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