Mercado de trabalho paraguaio mostra avanços com redução do desemprego
O mercado de trabalho paraguaio apresenta indicadores animadores segundo o relatório do primeiro trimestre de 2026 do Instituto Nacional de Estatística (INE), que revela uma leve redução do desemprego acompanhada de um crescimento na ocupação formal.
Crescimento no emprego
A taxa de ocupados experimentou um aumento significativo em comparação com o ano anterior, somando 117.234 trabalhadores que deixaram de estar desempregados. Dessa forma, o número total de pessoas ocupadas no país subiu para 3.204.472 pessoas.
O crescimento do emprego foi impulsionado principalmente pelo setor industrial, destacando-se a indústria manufatureira e construção. Além disso, registrou-se um aumento notável no número de trabalhadores por conta própria.
Trabalhadores independentes em ascensão
A dinâmica do setor de trabalhadores independentes mostrou um incremento considerável, incorporando 96.897 pessoas a mais a este grupo em comparação com o ano passado, o que reflete o dinamismo do empreendedorismo no país.
Indicadores de desocupação
A taxa de desocupação mantém-se em 1,3% no primeiro trimestre de 2026. As pessoas classificadas como desocupadas somam 177.961 pessoas, distribuídas equitativamente entre homens (49,6%) e mulheres (50,4%). Em comparação interanual, este indicador não apresenta variação.
Avanços rumo à formalização
O trabalho formal no país representa 40,1% do total e registrou um aumento de 67.415 pessoas a mais como ocupados formais. Iván Ojeda, titular do INE, destacou que "vemos uma tendência lenta, mas constante de caminhar rumo à formalização da economia".
Por sua vez, o trabalho informal experimentou um crescimento leve de 29.215 pessoas, mantendo um percentual de 59,9%, o que representa um dos principais desafios do mercado de trabalho paraguaio.
Subocupação por tempo insuficiente
Quanto à subocupação por insuficiência de tempo de trabalho, foram registradas 131.483 pessoas nesta situação. "Quando falamos de subocupação por insuficiência de tempo, estamos nos referindo às pessoas que trabalharam menos de 30 horas em sua atividade na semana", explicou o titular do INE.
Esta cifra representa um aumento de 28.781 pessoas subocupadas a mais por insuficiência de tempo de trabalho em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Perspectivas e recomendações
Karen Rosales, especialista em Atividades para Empregadores do Cone Sul da Organização Internacional do Trabalho (OIT), identificou o trabalho informal como um dos principais desafios da América Latina e do Paraguai.
"Para neutralizar a informalidade, é necessário focar centralmente no fortalecimento das capacidades das pessoas. Requer uma mudança estrutural nos sistemas educativos, na inserção de capacidades técnicas, porque a oferta formativa está vinculada à demanda industrial"
Os dados do INE mostram uma tendência positiva no mercado de trabalho paraguaio, com oportunidades de crescimento na formalização e no desenvolvimento de capacidades técnicas que respondam às necessidades do setor produtivo do país.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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