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Internacional

Mehmed VI, o último sultão otomano: cem anos de sua morte no exílio

16/05/2026 07:45 3 min lectura 9 visualizações
Mehmed VI, el último sultán otomano: cien años de su muerte en el exilio

O fim de uma era imperial

Mehmed VI Vahideddin chegou ao poder em 1918, após a morte de seu irmão Mehmed V Reshad, herdando um império que se tambaleava depois de séculos de domínio. Foi o último imperador do que foi uma superpotência que em seu máximo esplendor se expandiu por três continentes, deixando atrás aproximadamente 600 anos de história da dinastia otomana.

O escritor turco Kaya Genç assinala que "lhe tocou um momento ruim para ser sultão", uma avaliação que captura a complexidade de seu reinado durante tempos de transformação política e social.

Os últimos dias em Istambul

O historiador Ryan Gingeras descreve de maneira significativa os últimos momentos de Mehmed VI em Istambul em 1922: "É um momento realmente comovente e trágico para ele, no sentido de que está sozinho, não tem amigos, seu palácio está vazio". Finalmente, o sultão subiu a um navio britânico e partiu sem ter necessariamente um destino claro definido.

Este acontecimento marcou um contraste dramático com seus antecessores mais célebres. Enquanto sultões como Solimão "o magnífico", Mehmed II "o conquistador" ou Selim I "o severo" gozaram de poder e prestígio, Mehmed VI enfrentaria circunstâncias muito distintas.

Dificuldades financeiras no exílio

Após sua partida de Istambul, Mehmed VI se exilou na Itália, onde continuaria enfrentando importantes desafios econômicos. Segundo o acadêmico turco Ekrem Bugra Ekinci, o sultão havia ficado sem recursos financeiros e teve que vender suas medalhas para subsistir. "Debaixo de seu travesseiro havia receitas de medicamentos que não conseguiu pagar", ilustrando a precariedade de sua situação.

As finanças se converteram em um problema significativo para seu círculo íntimo, que carecia de patrocinadores que lhes enviassem dinheiro regularmente.

Um fim triste e solitário

Mehmed VI faleceu em 16 de maio de 1926 após sofrer um problema cardíaco. As dificuldades financeiras o perseguiram até mesmo na morte: devido às suas dívidas, os credores penhoraram seu ataúde, retardando significativamente seu funeral e enterro.

Foi sua filha, Sabiha Sultan, quem conseguiu arrecadar dinheiro suficiente para que seu pai fosse trasladado a Damasco, onde finalmente foi enterrado. Kaya Genç escreveu em seu ensaio "A longa sombra do último sultão otomano" que Mehmed VI foi encontrado pela morte "em ruína e profundamente endividado", caracterizando sua passagem final como "uma morte triste e solitária".

Uma vida marcada por mudanças inesperadas

Mehmed VI nasceu em janeiro de 1861 e perderia seu pai, o sultão Abdulmecid I, nesse mesmo ano. Pouco depois faleceu também sua mãe. Após ser criado sob uma tutela especial, converteu-se em um homem de intelecto, moderação e profundo conhecimento religioso.

Durante anos levou uma vida tranquila em uma mansão em Cengelkoy, que lhe havia presenteado seu irmão, o sultão Abdul Hamid II. Porém, esta serenidade mudou radicalmente quando assumiu o poder.

Darina Martykánová, professora de História e de Estudos Internacionais na Universidade Autônoma de Madri, assinala que "Mehmed VI herda uma situação muito difícil que tampouco soube gerir muito bem", indicando que o sultão não estava preparado para os desafios políticos e sociais que enfrentaria durante seu reinado.

O falecimento de Mehmed VI Vahideddin marca simbolicamente o encerramento de um capítulo fundamental na história mundial, representando a conclusão de uma dinastia que durante seis séculos moldou a política, cultura e sociedade de múltiplas regiões.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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