Médicos e Ministério da Saúde avançam para destravar greve
A secretária geral do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), Rossana González, informou que o Ministério da Saúde se comprometeu a enviar uma adenda de seu orçamento de USD 60 milhões e que a diferença terá que ser completada pelo Congresso Nacional. O montante que se discute é de USD 120 milhões para chegar ao piso salarial para todos os médicos.
"Acordamos que o piso seria dado dentro do escalafão com a mesma cifra, não temos a informação total de quanto isso alcançaria. O Ministério da Saúde se comprometeu a dar um orçamento, mas não será a soma completa, USD 60 milhões, por isso o Congresso terá que completar essa cifra", adiantou.
Além disso, ressaltou que os médicos pedem G. 3 milhões e agora têm que esperar a proposta por escrito do Ministério da Saúde, assim como a do Congresso.
"Hoje existe uma abertura total, uma sinceridade quanto ao montante do qual dispõem, razão pela qual passamos a responsabilidade ao Congresso Nacional e para saber qual é o montante com o qual eles se comprometem", ressaltou.
Para a sindicalista, não se pode falar de uma vitória até que tenham o montante e o documento assinado.
"A informação do Ministério da Saúde era que éramos 19.000 vínculos e hoje Saúde nos fala de 24.000 vínculos", manifestou a doutora, destacando que nem os serviços nem a população veem o aumento de médicos e não sabem de onde saiu essa diferença, já que em março lhes tinha sido informada essa cifra.
"Havíamos solicitado o reajuste salarial para todos, mas eles nos falam da necessidade de estabelecer um escalafão, fala-se sobre a antiguidade, todos vamos ficar dentro do escalafão de cada piso e o que nos interessa é aumentar cada piso", ressaltou González.
Além disso, detalhou que o vínculo de um médico nomeado é de G. 5.400.000 e o do contratado é de G. 5 milhões. Atualmente há 9.000 vínculos como contratados.
Embora o montante que exigem os médicos seja de G. 3 milhões, não existe um montante definido por parte do Ministério da Saúde, mas há uma oferta de mais ou menos G. 2 milhões.
Não obstante, também foi ressaltada a necessidade de mais médicos e que no próximo ano não faltem insumos nem medicamentos nos hospitais.
González mencionou que o Ministério da Saúde os informou sobre a rejeição da renúncia dos médicos, que somam 500 até o momento, enquanto que para sexta-feira se espera a renúncia de mais médicos.
Finalmente, disse que diante da abertura do Ministério da Saúde, os médicos poderiam rever essa postura ou voltar a apresentar sua renúncia. Os médicos esperam que a adenda seja enviada ao Congresso e que o Congresso complete o montante que estão solicitando para reajustar o piso salarial.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.