Marcus Vinicius declara e compromete Giuzzio
Narcotraficante brasileiro presta depoimento em julgamento do ex-ministro acusado de corrupção
Na sessão desta quinta-feira, finalmente prestou depoimento o suposto narcotraficante brasileiro Marcus Vinicius Espíndola Marques de Padua no marco do julgamento oral e público de Arnaldo Giuzzio, ex-ministro abdista da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) e do Interior, acusado por presunto cohecho passivo agravado.
Marcus Vinicius foi convocado pelo Tribunal de Sentença integrado pelos juízes Adriana Planás, Yolanda Morel e Matías Garcete, na condição de testemunha no processo judicial. O suposto narcotraficante prestou depoimento via telemática, levando em conta que se encontra privado de liberdade no Brasil, e seu testemunho foi requisitado para dar detalhes sobre a origem da relação que manteve com o ex-ministro abdista.
Marcus Vinicius deu as explicações solicitadas sobre como iniciou o contato com o acusado. Relatou que "(conheceu a Giuzzio) através do senhor Moacir. Eles tinham uma caminhonete que precisava de uma manutenção, era uma caminhonete que utilizava o ministro e depois passou a ser usada pela chefe da Senad", indicou durante o depoimento.
Também detalhou que o contato se iniciou através de terceiros, de um funcionário público especificamente, mas não soube precisar se se tratava de um funcionário do Ministério do Interior ou da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad).
"Não me lembro do nome agora, mas era alguém que trabalhava com o Ministério Público ou Interior (não soube especificar). Não sei, não me lembro com qual instituição ele trabalhava, porque naquela época o veículo era utilizado pela Senad assim como pelo ministro do Interior", testemunhou.
No entanto, Marcus Vinicius negou que sua empresa tenha licitado com o Estado paraguaio, isto no marco das supostas negociações entre o mesmo e o então ministro do Interior, Arnaldo Giuzzio, para a aquisição de equipamentos de segurança (coletes e blindados) para a Polícia Nacional. "Minha empresa nunca trabalhou com licitações públicas com o Estado", disse perante o tribunal.
Por outra parte, também foi questionado se houve ou não uma oferta por parte de Giuzzio ou outra pessoa, ou de sua própria empresa para tal licitação, disse que provavelmente sim se deu tal oferta, embora suas respostas tenham sido bastante evasivas. O julgamento foi a um intervalo de alguns minutos e depois continuará o depoimento testifical do brasileiro.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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