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Internacional

Mais que nunca, Venezuela necessita da solidariedade internacional

02/07/2026 13:45 4 min lectura 11 visualizações

Este deve ser o momento em que aflore a melhor qualidade humana dos paraguaios, dos latino-americanos e do mundo inteiro; esta é a hora da solidariedade com a Venezuela após o devastador terremoto que sofreu há mais de uma semana.

O primeiro sismo de magnitude 7,2 teve seu epicentro no Norte, nas horas da tarde, e a esse se seguiu outro mais forte. Relata-se que foi tal a potência desses terremotos que foram sentidos até na Colômbia, onde soaram algumas alarmas.

La Guaira, uma cidade localizada a 40 minutos de Caracas, onde se encontra o Aeroporto Internacional de Maiquetía, foi a zona mais afetada pelos movimentos sísmicos, onde o Governo interino declarou "zona de desastre".

Uma semana depois, a urgência é cada dia maior pela falta de alimento e abrigo para milhares de venezuelanos que ficaram na rua após o duplo terremoto que até agora deixou quase 2 mil mortos.

A zona que mais ajuda está precisando é La Guaira, onde colapsaram os serviços básicos e atualmente se está vivenciando uma escassez de comida "generalizada", segundo alertou recentemente o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

"Aqui dão provisões, mas às vezes se matam pela comida (...), isto é como uma rinha de galos (...), ontem entraram em pancadaria, é uma loucura", disse a agências internacionais de notícias uma sobrevivente.

Como se pôde ler em uma reportagem no The New York Times, o dia do terremoto era dia de festa na Venezuela, e supostamente as famílias estavam em suas casas ou viajaram para a zona costeira de La Guaira; ali muitos edifícios foram construídos durante o apogeu econômico das décadas de 70 e 80, quando os incorporadores levantaram edifícios muito altos, muitos deles com 10 andares ou mais, devido também a que a cadeia montanhosa limitava o espaço para a construção, explicava um geógrafo venezuelano. Esta zona é precisamente zona de desastre, onde as montanhas de escombros se converteram em sepulturas.

Como reportam as agências noticiosas internacionais, embora o Governo evite referir-se aos desaparecidos, diz que no dia dos sismos havia cerca de 30 mil pessoas em La Guaira, das quais 6.461 foram resgatadas, e mais de 13 mil saíram por seus próprios meios ou ajudadas por familiares e amigos. Do resto, nada se sabe. Fala-se de quase dois mil falecidos, embora a ONU estime em cerca de 50 mil os desaparecidos.

As necessidades deste país são urgentes; de fato, o Programa Mundial de Alimentos da ONU solicitou à comunidade internacional 50 milhões de dólares para alimentar cerca de 500 mil pessoas durante três meses. Antes dos terremotos, quase 8 milhões de pessoas já necessitavam de ajuda humanitária na Venezuela, que tristemente está mergulhada em uma grave crise, segundo a ONU.

Em uma situação como a que estão vivenciando, além da urgência de alimentos e abrigo, devem enfrentar o risco de epidemias, pois, como alertava a Organização Mundial da Saúde, há uma forte pressão sobre os serviços sanitários e há risco de doenças, como sarampo, difteria e coqueluche.

É hora pois de que continue chegando ajuda à Venezuela. A Conferência Episcopal Paraguaia havia manifestado sua solidariedade com o povo da Venezuela e enviou uma mensagem de proximidade à Conferência Episcopal Venezuelana e a toda a população, expressando: "Proximidade, afeto fraternal e profunda solidariedade neste momento de provação e sofrimento".

A Venezuela enfrenta a debilidade de infraestrutura e déficits quanto a serviços, sistema de saúde, eletricidade e comunicações; por isso se espera uma pronta resposta da comunidade internacional para enviar ajuda. Em um momento tão duro como este, somente a solidariedade pode nos salvar.

É importante também que os Estados partes do Mercosul estejam coordenando o envio de ajuda humanitária e fundamental que cada paraguaio e paraguaia colabore, na medida de suas possibilidades.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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