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Saúde

Mais de 400 pacientes aguardam por cirurgia no Nacional de Itauguá

25/04/2026 14:00 3 min lectura 16 visualizações
Más de 400 pacientes esperan por cirugía en el Nacional de Itauguá

Várias são as irregularidades que foram encontradas no Hospital Nacional de Itauguá, que se encontra em meio a uma intervenção.

Uma longa lista de espera de pacientes para acessar cirurgias, que chega a mais de 400, má distribuição de horário de funcionários, problemas estruturais e vários clãs familiares são alguns dos problemas detectados, comentou a ministra de Saúde, María Teresa Barán, que assegurou que serão tomadas as medidas para realizar as mudanças necessárias.

"Nós vamos chegar até as últimas consequências até conseguir que o Hospital Nacional funcione como deve funcionar", anunciou.

Em março, a ministra Teresa Barán dispôs a intervenção do Hospital Nacional de Itauguá, mediante a Resolução S.G. Nº 123, com o objetivo de investigar as denúncias recebidas no âmbito das residências médicas e avaliar o funcionamento do estabelecimento.

Atualmente se conta com o resultado preliminar da investigação, adiantou a ministra, que comentou que detectaram que o nosocômio só funciona até o meio-dia.

"Sendo o pano de lágrimas e a esperança de muitos paraguaios, o hospital funciona somente até o meio-dia", indicou ao precisar que 38 funcionários realizam o trabalho de admissão e o fazem das 06:00 às 13:00, pelo que ordenou que se faça uma redistribuição de horário dos trabalhadores nos três turnos.

"Não é justo que um cidadão paraguaio que quer consultar com um médico especialista tenha que ir às seis da manhã para tirar uma consulta para que o médico o atenda às cinco ou às sete da tarde. Então, essa admissão tem que funcionar de manhã, tarde e noite".

Espera prolongada. Outra das graves deficiências detectadas é a lista de espera de 460 pacientes para acessar uma cirurgia, indicou Barán ao destacar que a meta é baixar a zero essa cifra, para o qual se realizará maratonas de cirurgias nos fins de semana, assim como uma coordenação entre outros hospitais, melhorar a rede de serviços, posto que encontraram que vários dos pacientes são de Capiatá, Itá e de Cordillera.

Acrescentou que nos hospitais dessas cidades se contam com médicos cirurgiões; portanto, os pacientes não deveriam ir ao Nacional de Itauguá.

"Esses hospitais funcionam com cirurgia 24 horas e por que têm que vir ao Hospital Nacional. O que estamos buscando é melhorar a rede e que nesses lugares se façam as cirurgias", expressou.

Acrescentou que o objetivo da intervenção é melhorar "substancialmente" em todos os níveis, já que o Nacional de Itauguá tem vários problemas estruturais arrastados há anos, onde há vários clãs.

"Há clãs; provavelmente, há clãs familiares, clãs sindicais e clãs de alguns funcionários. Nós vamos romper com toda essa estrutura, porque entendemos que a população paraguaia merece o melhor do melhor", manifestou.

A titular da pasta sanitária também expressou que se está intervindo na formação dos médicos que realizam sua residência no Nacional de Itauguá com o fim de que acessem uma capacitação de qualidade, sem receber ameaças de nenhum tipo.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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