Mais de 400 pacientes aguardam por cirurgia no Nacional de Itauguá
Várias são as irregularidades que foram encontradas no Hospital Nacional de Itauguá, que se encontra em meio a uma intervenção.
Uma longa lista de espera de pacientes para acessar cirurgias, que chega a mais de 400, má distribuição de horário de funcionários, problemas estruturais e vários clãs familiares são alguns dos problemas detectados, comentou a ministra de Saúde, María Teresa Barán, que assegurou que serão tomadas as medidas para realizar as mudanças necessárias.
"Nós vamos chegar até as últimas consequências até conseguir que o Hospital Nacional funcione como deve funcionar", anunciou.
Em março, a ministra Teresa Barán dispôs a intervenção do Hospital Nacional de Itauguá, mediante a Resolução S.G. Nº 123, com o objetivo de investigar as denúncias recebidas no âmbito das residências médicas e avaliar o funcionamento do estabelecimento.
Atualmente se conta com o resultado preliminar da investigação, adiantou a ministra, que comentou que detectaram que o nosocômio só funciona até o meio-dia.
"Sendo o pano de lágrimas e a esperança de muitos paraguaios, o hospital funciona somente até o meio-dia", indicou ao precisar que 38 funcionários realizam o trabalho de admissão e o fazem das 06:00 às 13:00, pelo que ordenou que se faça uma redistribuição de horário dos trabalhadores nos três turnos.
"Não é justo que um cidadão paraguaio que quer consultar com um médico especialista tenha que ir às seis da manhã para tirar uma consulta para que o médico o atenda às cinco ou às sete da tarde. Então, essa admissão tem que funcionar de manhã, tarde e noite".
Espera prolongada. Outra das graves deficiências detectadas é a lista de espera de 460 pacientes para acessar uma cirurgia, indicou Barán ao destacar que a meta é baixar a zero essa cifra, para o qual se realizará maratonas de cirurgias nos fins de semana, assim como uma coordenação entre outros hospitais, melhorar a rede de serviços, posto que encontraram que vários dos pacientes são de Capiatá, Itá e de Cordillera.
Acrescentou que nos hospitais dessas cidades se contam com médicos cirurgiões; portanto, os pacientes não deveriam ir ao Nacional de Itauguá.
"Esses hospitais funcionam com cirurgia 24 horas e por que têm que vir ao Hospital Nacional. O que estamos buscando é melhorar a rede e que nesses lugares se façam as cirurgias", expressou.
Acrescentou que o objetivo da intervenção é melhorar "substancialmente" em todos os níveis, já que o Nacional de Itauguá tem vários problemas estruturais arrastados há anos, onde há vários clãs.
"Há clãs; provavelmente, há clãs familiares, clãs sindicais e clãs de alguns funcionários. Nós vamos romper com toda essa estrutura, porque entendemos que a população paraguaia merece o melhor do melhor", manifestou.
A titular da pasta sanitária também expressou que se está intervindo na formação dos médicos que realizam sua residência no Nacional de Itauguá com o fim de que acessem uma capacitação de qualidade, sem receber ameaças de nenhum tipo.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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