Mais de 200 incêndios florestais no Canadá geram alertas de qualidade do ar nos Estados Unidos
Impacto na qualidade do ar
Densas colunas de fumaça procedentes de incêndios florestais no Canadá e norte de Minnesota desencadearam alertas por má qualidade do ar em todo os Estados Unidos. A situação gerou preocupação em relação a eventos programados para o fim de semana nas proximidades de Nova York.
As autoridades canadienses reportaram que mais de 200 incêndios estavam fora de controle. Detroit, no Meio-Oeste estadunidense, foi registrada como a cidade mais poluída do mundo segundo o rastreador IQAir, seguida de perto por Washington e Chicago.
Em Nova York e no vizinho estado de Nova Jersey, onde se disputaria um evento esportivo internacional em um estádio aberto, a área metropolitana registrava um ar potencialmente prejudicial para grupos sensíveis. Entretanto, observou-se uma melhora em relação a dias anteriores.
Previsão e evolução esperada
O Serviço Meteorológico Nacional alertou que a fumaça poderia intensificar-se durante a noite e até a manhã de sábado. Os meteorologistas indicaram que os ventos sobre os Grandes Lagos poderiam impulsionar mais fumaça em direção ao nordeste, mantendo os céus brumosos, embora se contemplem melhorias naquela região.
Os organizadores de eventos programados para o fim de semana indicaram que acompanham a situação de perto. Os previsores de qualidade do ar alertaram sobre a possibilidade de sistemas de tempestades deslocarem mais fumaça em direção ao sul.
Efeitos na saúde pública
Em cidades do Meio-Oeste e nordeste, os cidadãos utilizavam máscaras ao ar livre para filtrar o ar perigoso. Em Nova York, instituições públicas como bibliotecas e estações de trem distribuíram máscaras gratuitamente.
As finas partículas poluentes dos incêndios florestais afetam especialmente os pulmões. Os especialistas em saúde ambiental apontam que as colunas de fumaça podem conter resíduos de madeira e vegetação, assim como também tinta, plástico e metal.
O Alto Meio-Oeste, mais próximo aos incêndios, enfrentou um ar especialmente comprometido, com zonas de Michigan, Minnesota e Wisconsin registrando índices de qualidade do ar na faixa de perigoso.
Conexão com as mudanças climáticas
Defensores do meio ambiente ressaltaram a relação entre os episódios reiterados de fumaça de incêndios florestais e as mudanças climáticas. Cientistas especializados em monitoramento atmosférico apontam que as mudanças climáticas estão gerando condições para uma estação de incêndios mais longa, caracterizada por temperaturas do ar mais elevadas e menor umidade no solo.
Quando ocorre uma ignição nestas condições, os incêndios adquirem escala considerável e persistência prolongada.
Resposta institucional
As autoridades recomendaram à população não permanecer tempo ao ar livre se não for estritamente necessário. Os dirigentes de organizações governamentais mantêm acompanhamento próximo da evolução da situação atmosférica.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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