Maioria dos ocupados no Paraguai percebe ingressos próximos ao salário mínimo
Análise de ingressos e ocupação
O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou o relatório denominado "Ocupação Informal 2022 e 2025", por meio do qual revela os níveis de ingressos nos anos mencionados e evidencia o comportamento apresentado no mercado laboral paraguaio.
No quadro estatístico do documento observa-se uma clara relação inversa entre o nível de ingressos dos ocupados assalariados e a informalidade: quanto menores foram os ingressos laborais, maior foi o porcentual de trabalhadores informais.
Informalidade segundo faixas de ingresso
O segmento de pessoas com ingressos menores a um salário mínimo apresentou os porcentuais mais altos de informalidade. Em 2025, 79,8% dos trabalhadores deste grupo eram informais, proporção levemente inferior aos 80,9% registrados em 2022. Em contraste, na faixa de três salários mínimos ou mais, a informalidade passou de 25,9% em 2022 para 26,2% em 2025.
Evolução do emprego formal e informal
Em termos gerais, em 2022 havia um total de 1.605.905 pessoas ocupadas, das quais 912.515 encontravam-se dentro da faixa de informalidade, representando 56,8%. Em 2025, este número se reduziu para 55%, ou seja, de um total de 1.828.195 ocupados, 1.008.224 encontravam-se em informalidade.
Com relação aos ingressos, aumentou a quantidade de pessoas que percebem menos de um salário mínimo, entre um e menos de 1,5 salários mínimos, e entre 1,5 e menos de dois salários mínimos. Porém, não se observou o mesmo comportamento nas faixas superiores, onde houve uma retração na quantidade de ocupados, especificamente nas faixas de dois a menos de 2,5 salários mínimos e de 2,5 a menos de três salários mínimos. No segmento de mais de três salários mínimos observa-se novamente um aumento.
A maior quantidade de pessoas ocupadas ganha entre menos do salário mínimo até menos de dois salários mínimos, conforme os dados do INE.
Metodologia e alcance do relatório
De acordo com o INE, o objetivo do relatório consiste em proporcionar uma análise precisa e desagregada dos ocupados informais não agropecuários no Paraguai, para o desenho de políticas públicas e programas sociais focalizados. A publicação oferece estimativas a nível nacional, por área de residência (urbana e rural) e para 15 departamentos mais Assunção.
Para a análise utilizaram-se as bases anuais da Pesquisa Permanente de Domicílios Contínua (EPHC). Tomou-se o ano 2022 como linha de base e o ano 2025 como referência da situação atual, dada a comparabilidade estrita entre ambos os anos. As estimativas foram recalculadas utilizando fatores de ponderação ajustados às Projeções de População, revisão 2025.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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