Maioria de sindicatos médicos se desmarcan de acordo com Saúde e repudiam "novela turca" do Governo
Um grupo de médicos especialistas e subespecialistas que havia apresentado sua renúncia ao Ministério da Saúde decidiu deixar sem efeito as demissões e anunciou que não aderirá à greve convocada pelo Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed) para 21 e 22 de setembro.
Entretanto, a grande maioria dos sindicatos se pronunciou rapidamente e, através de comunicados, expressou seu apoio à greve liderada pelo Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed) e esclareceu que não faz parte de um suposto acordo com o Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social (MSPyBS).
Entre eles, encontram-se o Círculo Paraguaio de Médicos (CPM), a Sociedade Paraguaia de Medicina Crítica e Cuidados Intensivos (SPMCYCI), a Sociedade Paraguaia de Cirurgia de Trauma (SPCT), a Sociedade Paraguaia de Pneumologia e a Sociedade Paraguaia de Medicina Familiar (SPMF).
Também se pronunciaram a filial do Sinamed San Pedro, os intensivistas pediátricos do Paraguai, médicos subespecialistas de terapia intensiva pediátrica do Hospital Nacional de Itauguá e médicos especialistas e subespecialistas do Hospital General Pediátrico.
A Sociedade Paraguaia de Cirurgia de Trauma manifestou seu "rechaço categórico" e expressou "não reconhecer tal acordo como uma decisão institucional nem se considera parte do mesmo".
Os pneumologistas, por sua vez, rejeitaram "energicamente a reunião mantida recentemente por alguns profissionais médicos com a ministra de Saúde Pública e Bem-Estar Social orientada à negociação de ganhos pessoais" e se recusaram "categoricamente a qualquer atitude egoísta que fragmente a solidariedade e o esforço conjunto do sindicato".
"A SPMF não acompanha os termos do acordo alcançado, por considerar que o mesmo não representa plenamente as reivindicações que originaram a mobilização do sindicato médico, nem responde de maneira suficiente a demandas históricas relacionadas com a adequação salarial e as condições laborais dos profissionais de saúde".
Manipulação e má fé
A secretária-geral do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), Rosanna González, também foi categórica ao afirmar que uma nova greve segue firme e se desvinculou de um grupo de médicos especialistas e subespecialistas que assinaram acordo com o Ministério da Saúde.
"Isto parece mais uma novela turca e os que estão escrevendo o roteiro realmente já exageram nas cenas. Nós tivemos uma reunião anteontem com os médicos demissionários. As renúncias foram a título pessoal. Obviamente, de certas áreas da medicina como neonatologia, cirurgia pediátrica, anestesiologia", expressou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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