Lula confia na recuperação econômica para reduzir a dívida pública do Brasil
Estratégia de crescimento econômico
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, expressou sua confiança em que o crescimento econômico é a ferramenta fundamental para reduzir o peso da dívida pública do país. Durante uma entrevista concedida à rede de televisão Globo, apontou que a dívida pública atual representa 80% do PIB.
"Na medida em que a economia começar a crescer, a dívida começará a cair em relação ao PIB", afirmou o mandatário. Destacou que Brasil apenas voltou a registrar taxas de crescimento superiores a 2,0% anual desde seu retorno ao poder em 2023.
Contexto fiscal e político
A situação do déficit público e o nível da dívida vêm sendo temas relevantes no debate político do país, particularmente tendo em vista as eleições presidenciais de outubro próximo, nas quais Lula aspira à reeleição.
Lula atribuiu o crescimento da dívida às elevadas taxas de juros do país. Até abril passado, a taxa referencial se localizava em 15% anual, seu maior nível em duas décadas, embora o Banco Central já a tenha reduzido até 14% anual. O mandatário também apontou a situação herdada do governo anterior, afirmando que "O Governo anterior deixou um buraco de USD 94.000 milhões e tivemos que nos dedicar a resolver essa herança".
Histórico fiscal anterior
Lula destacou que durante seus dois primeiros mandatos (2003-2020) demonstrou seu compromisso com a saúde das contas públicas, conseguindo superávits fiscais em seus oito anos de governo.
"A mim não me preocupa a dívida pública. Quando iniciei meu novo mandato (2023) tinham deixado um déficit de 2,8% do PIB e este ano teremos um superávit de 0,10% do PIB", afirmou.
Comparação internacional
O presidente apontou que uma dívida pública equivalente a 80% do PIB não é considerada elevada para um país da dimensão do Brasil. Destacou que, proporcionalmente, as dívidas de países como Estados Unidos, Japão e Itália são superiores. "Sabe quanto é a dívida dos Estados Unidos? 120% do PIB", comparou.
Desempenho econômico recente
Segundo Lula, quando deixou o Governo em 2010, o PIB estava crescendo a 7,5% anual. "Depois de mim não voltou a crescer a mais de 2% anual. Quando voltei estava crescendo a 1% e apenas voltamos a crescer acima de 2% com meu retorno à presidência", expressou.
A economia brasileira experimentou um crescimento de 3,4% em 2024. Entretanto, em 2025 a expansão se limitou a 2,3%, e os analistas econômicos projetam que em 2026 o crescimento alcançará aproximadamente 1,95%.
Recuperação de empresas estatais
Lula também abordou a situação das empresas estatais, particularmente os Correios do Brasil, que registrou resultados negativos nos últimos anos. O mandatário descartou a privatização da empresa e se comprometeu com sua recuperação.
"Desde 1985 os Correios brasileiros vivem em crise e desde então falam de privatização. Mas eu não considero vender os Correios, quero recuperá-los porque é a única empresa que está presente em todos os municípios do país e presta um serviço essencial à população", indicou.
Lula reconheceu que a empresa enfrentou dificuldades para se adaptar às transformações do mercado de entregas e à competência de outras empresas. Entretanto, expressou sua intenção de buscar associações com empresas brasileiras ou estrangeiras para ampliar e melhorar os serviços da estatal.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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