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Internacional

Lula busca um cara a cara estratégico com Trump no G7 diante de ameaças de novos tarifas

15/06/2026 01:45 3 min lectura 4 visualizações
Lula busca un cara a cara estratégico con Trump en el G7 ante amenazas de nuevos aranceles

Será a décima vez que Lula participa deste encontro ao longo de seus três mandatos não consecutivos e, desta vez, o olho da diplomacia brasileira estará voltado aos corredores do foro, à margem da agenda oficial na comuna francesa de Évian.

A Chancela busca fechar um encontro bilateral com Trump para reativar a química entre ambos e tentar reverter a ameaça de impor novos tarifas aos produtos brasileiros; sobretaxas que, caso aplicadas, chegam até 37,5% por supostas práticas comerciais desleais e presumidas deficiências no combate ao trabalho forçado.

Apesar dos argumentos da Casa Branca, em Brasília a nova onda de agressões é interpretada sob uma chave eleitoral: Lula carregou a culpa sobre as manobras da oposição ultradireitista liderada pelo senador Flávio Bolsonaro, seu principal rival para as eleições presidenciais de 4 de outubro.

Após uma reunião inesperada entre Trump e o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022) no final de maio, os Estados Unidos designaram como organizações terroristas as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

Como resposta, o mandatário progressista disse que a soberania nacional "não se negocia" e chamou de "traidor" Bolsonaro filho por instigar o que considera uma janela para a intervenção militar dos EUA.

Este novo embate convida Lula a buscar o cara a cara com o republicano com o fim de capitalizar politicamente o conflito em plena pré-campanha eleitoral de cara aos próximos pleitos, nos quais marcha como favorito por seis pontos, segundo uma pesquisa.

O discurso em defesa da soberania nacional já demonstrou ser uma fórmula exitosa para o mandatário no ano passado, quando seus níveis de aprovação dispararam após um choque similar com Washington.

Naquela ocasião, Trump aplicou tarifas ao Brasil em razão do processo judicial que terminou com a condenação do ex-presidente Bolsonaro no Supremo por seu envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

O outro grande foco de atenção brasileira estará voltado em ir atrás de uma reunião com a presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com o fim de frear o veto à importação de carnes e outros produtos de origem animal produzidos no Brasil pelo uso de antimicrobianos proibidos na Europa.

A decisão europeia, que entrará em vigência no próximo 3 de setembro, gerou surpresa e preocupação na diplomacia brasileira.

Enquanto as reuniões com Washington e Bruxelas seguem no ar, a que sim está confirmada é o encontro com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.

O encontro gera uma grande expectativa diante da possibilidade de avançar em um acordo de associação econômica entre o país asiático e o Mercosul, um passo que chega após a assinatura mútua de um Marco de Associação Estratégica em dezembro passado.

Segundo a Chancela brasileira, Lula tem previstas ao menos três intervenções centradas na defesa firme do multilateralismo, a exigência de uma maior contribuição financeira das nações ricas diante das emergências globais e a reforma urgente da Organização Mundial do Comércio (OMC) e das Nações Unidas (ONU).

O chefe de Estado brasileiro intervirá no debate sobre inteligência artificial e a proteção de menores na internet. Neste espaço, a delegação sul-americana se apresentará como um referente global após a adoção, em março deste ano, de um Estatuto Digital da Infância e da Adolescência.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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