Hamas aceita acordo de desarmamento para encerrar guerra em Gaza
Movimento islamista confirma aceitação de plano que inclui retirada gradual do exército israelense
O movimento islamista Hamas afirmou ter aceito um acordo para terminar a guerra em Gaza que inclui disposições relativas ao seu desarmamento e à retirada gradual do exército israelense deste território palestino. O presidente estadunidense, Donald Trump, apresentou o acordo em sua rede Truth Social como "um acordo HISTÓRICO" e "um passo monumental rumo à PAZ e SEGURANÇA duradouras".
O desarmamento do grupo islamista, que controla a Franja de Gaza desde 2007, constituía um dos principais obstáculos para pôr fim à guerra com Israel após o cessar-fogo estabelecido em outubro. Uma fonte política israelense indicou que o acordo proposto não resolvia "satisfatoriamente" as petições do país para uma desmilitarização completa de Gaza.
Segundo Trump, o desarmamento representa uma fase crucial para avançar rumo à instalação de um novo governo palestino no território. Esta questão não foi abordada durante a reunião realizada na Casa Branca entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o mandatário estadunidense.
Concessões e supervisão internacional
Dois altos responsáveis do Hamas confirmaram a agências internacionais um acordo com o Estado hebraico para o desarmamento do grupo e a retirada do exército israelense de Gaza. As fontes afirmaram que esperam que os mediadores internacionais e a Junta de Paz garantam o cumprimento do pactuado e supervisionem o processo de desarmamento.
Hamas realiza "concessões pelo bem do nosso povo na Franja de Gaza, para salvá-lo da morte e do deslocamento", declarou Ghazi Hamad, um dos negociadores do movimento. Hamad apontou que "Israel não intervirá na questão do desarmamento", indicando que a tarefa caberá ao Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG).
Segundo fontes diplomáticas informadas das negociações, as armas serão entregues a este órgão de tecnocratas palestinos que deve gerir, durante o período de transição, a vida cotidiana em Gaza.
Marco do conflito
O conflito eclodiu com o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, com um saldo de 1.221 mortos segundo cifras oficiais israelenses, e a captura de 251 reféns. A resposta israelense contra Gaza deixou mais de 73.000 mortos, segundo as cifras do Ministério da Saúde do governo encabeçado pelo Hamas.
Durante semanas desenvolveram-se negociações no Egito para implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, que tem como objetivo pôr fim à guerra. Apesar da trégua estabelecida, a violência continuou na Franja em diferentes ocasiões.
Implementação de fases
A Junta de Paz confirmou que Hamas havia "aceito um roteiro detalhado para implementar as fases seguintes do cessar-fogo em Gaza", apontando que "agora nossa atenção se centra na implementação". Indicou que o NCAG "em breve começará uma transição gradual rumo à plena autoridade".
Trump informou que uma vez que Hamas esteja desarmado, "as forças israelenses se retirarão e a Força Internacional de Estabilização trabalhará com uma nova força policial palestina para assumir a responsabilidade sobre Gaza". Esta Força Internacional de Estabilização é uma estrutura em vias de criação que reunirá tropas de várias nações sob a égide da Junta de Paz.
Uma fonte diplomática apontou que o desarmamento será supervisionado de forma coordenada entre esta força internacional e o governo interino do NCAG, estabelecendo mecanismos de controle compartilhados para garantir o cumprimento do acordado.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.