Luiz Thadeu: o homem que percorre o mundo com muletas
O brasileiro Luiz Thadeu (67) visita Asunción pela segunda vez no marco de suas viagens pelo mundo. Ele sofreu um acidente no Brasil em 2003, no qual fraturou o fêmur da perna esquerda. A partir daí passou por 43 cirurgias e esteve 5 anos sem caminhar. Em 2009 se adaptou às muletas e começou a percorrer o mundo. "Uma pessoa com suas limitações pode se superar", indica Luiz.
Thadeu é atualmente o sul-americano com mobilidade reduzida que mais viajou pelo mundo. Desde Tierra del Fuego na Argentina até o Alasca nos Estados Unidos, já são mais de 150 países visitados e pretende chegar aos 194.
Luiz Thadeu Nunes e Silva é engenheiro agrônomo aposentado e jornalista. Nasceu em São Luís, Maranhão, Brasil e tem 2 filhos. Foi por dois anos subsecretário de Turismo de sua cidade natal. Escreveu para 22 jornais de diferentes cidades do Brasil. Aprendeu a falar um pouco de inglês e espanhol, mas conseguiu se comunicar com as pessoas através de gestos.
Para contar sua história escreveu o livro Das muletas fiz asas. "Em 11 de julho de 2003, a vida de Luiz Thadeu mudou bruscamente e tomou um rumo que jamais havia imaginado: Um terrível acidente, que resultou em uma perna gravemente ferida, o tirou de sua vida cotidiana e o lançou a um turbilhão de angústias, dores e incertezas. Foram dias, meses e anos no processo de recuperação e reabilitação. Com muita força de vontade, fé, apoio da família e amigos, Luiz saiu do período mais crítico, embora com sequelas permanentes", relata a apresentação do livro.
Esta poderia ser uma história a mais de como uma tragédia pode destruir vidas e sonhos, mas no caso de Luiz, o acidente despertou sua vontade de viver e as vontades de "voar". Agora, com mobilidade reduzida e fazendo uso de muletas, suas companheiras de viagem, Luiz Thadeu realiza o sonho que muitos têm: o de conhecer o mundo.
A pandemia da Covid-19 encontrou Luiz em Amsterdã (Países Baixos). Antes de que fechassem as fronteiras, conseguiu regressar ao Brasil. E entre março de 2020 e setembro de 2022, com o confinamento, aproveitou para escrever o livro com sua história de acidente, de adaptação às muletas, e também de superação e resiliência.
Luiz Thadeu fica uma média de 4 dias em cada lugar. Antes de tomar um voo, fala e planeja suas estadias com a gente das companhias aéreas, alertando sobre sua condição. Para financiar suas viagens, Thadeu poupa exclusivamente para isso. Já o fazia desde antes do acidente. Não tem patrocínio de ninguém nem de nenhuma empresa. Quanto à mobilidade assegura que não tem problemas, suas companheiras de viagem são suas duas muletas.
Durante sua visita a Assunção, percorreu sítios históricos e reconheceu que o Paraguai é um país com muita cultura. Visitou museus e galerias de arte.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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