Liverpool faz remontada e começa a Champions com força
Reds viram o jogo contra o Atlético de Madrid após sofrer gol nos primeiros minutos
Foi um sinal preocupante para os 'Reds', quando Llorente aos vinte minutos aproveitou uma assistência de Julián Álvarez, de volta à titularidade, para se impor diante da torcida de 'The Kop'. Uma imagem que assombra os torcedores ingleses há mais de um lustro e que ceifou sua possibilidade de criar uma dinastia na Europa. Llorente encerrou aquela noite o campeão vigente e o Liverpool não voltou a tocar numa 'Orejona'.
Mas o impulso do Liverpool obrigou o time de Diego Pablo Simeone a recuar. Estava causando dano a uma linha adiantada e a uma defesa de emergência, com um zagueiro inexperiente como o que formam Van Dijk e Jacquet, que mal jogaram alguns partidos juntos, e porque o lateral direito era Ronald Araújo, já que não é possível confiar em Jeremy Frimpong. Mas o time recuou diante das investidas locais.
O Liverpool assumiu o controle do jogo e, embora este conjunto de Andoni Iraola ainda tenha um longo processo de maturação pela frente, possui armas de sobra para causar dano. Se não é Isak, é Wirtz, se não, Barcola e se não, Ngumoha. E se encima os meias se unem, o Liverpool responde.
Já havia merecido Wirtz, com um voleio que afastou outro dos heróis deste estádio, Jan Oblak, mas o prêmio coube a Szoboszlai, depois de um calcanhaço surrealista de Araújo dentro da área. O uruguaio se vestiu de assistente e permitiu o empate do húngaro antes do intervalo. A Simeone caiu o moral do time, que acusou o gol.
Logo que começou o segundo tempo, os espaços na defesa vermelha e branca afloraram e Barcola deveria ter marcado o 2-1 em um mano a mano que um jogador que custa 140 milhões tem que converter com certeza. Encima, alguns minutos depois se lesionou.
Mas na jogada posterior a esse erro e após poder tocar e tocar o Liverpool chegou à frontal do Atlético sem que ninguém fizesse nada e Alexis Mac Allister emendou a bola com a esquerda e completou a remontada.
Reivindicação para o argentino, que na prévia da partida ostentava seu ressentimento contra o Liverpool por não ter renovado seu contrato e sim o de seus companheiros no meio de campo. Apontou o peito e disse "aqui estou eu".
Seu gol sentenciou o Atlético, incapaz de voltar a se reenganchar na partida em ataque, ainda pensativo sobre o que teria acontecido se o Liverpool não o tivesse apertado tanto após o gol de Llorente e se o tivesse buscado mais quando havia espaços e quando os de Iraola se perguntavam se isto seria a primeira decepção europeia da temporada.
Com o tempo quase findando e o Atlético se agarrando a algum milagre no tempo de acréscimo, a Frimpong anularam o terceiro por impedimento. Não importou. A vitória ficou em Anfield e o Atlético começa com o pé esquerdo esta Champions. Será um caminho longo rumo ao top oito.
2 - Liverpool: Alisson; Araújo, Jacquet, Van Dijk, Kerkez (Tsimikas, min.88); Mac Allister (Gravenberch, min.69), Szoboszlai, Wirtz; Ngumoha (Frimpong, min.60), Barcola (Muñoz, min.60) e Isak (Koumas, min.88).
1 - Atlético de Madrid: Oblak; Llorente, Pubill, Romero (Le Normand, min.77), Hancko; Simeone, Barrios (Hjulmand, min.77), Koke (Lookman, min.59), Baena (David, min.73); Kang In-Lee (Grimaldo, min.59) e Álvarez.
Gols: 0-1. Llorente, min.22, 1-1. Szoboszlai, min.40 e 2-1. Mac Allister, min.50
Árbitro: Davide Massa (Itália) advertiu Mac Allister (min.28) pelo lado do Liverpool e Pubill (min.51) pelo lado do Atlético de Madrid.
Incidências: Partida correspondente à rodada 1 da fase de liga da Liga dos Campeões disputada em Anfield (Liverpool). EFE
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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