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Lilita Carrió solicita ao embaixador argentino intervenção de histórica casa onde viveu Sarmiento

04/08/2026 04:45 3 min lectura 5 visualizações

Durante sua visita ao histórico Gran Hotel del Paraguay em Assunção, a abogada e ex-deputada argentina Elisa Carrió percorreu as instalações e compartilhou um vídeo com seus seguidores para destacar o valor patrimonial do lugar, lembrando a presença de figuras-chave da história de ambos os países.

Em especial, a dirigente política fez referência a Domingo Faustino Sarmiento, que viveu seus últimos anos em uma residência localizada ao lado do hotel e faleceu na capital paraguaia em 1888. Diante disso, Carrió aproveitou a ocasião para realizar um pedido público de preservação do sítio histórico onde residiu o ex-presidente argentino.

"Estive em Assunção, na casa onde viveu e morreu Domingo Faustino Sarmiento. Aproveito nestes momentos da Argentina para lembrar a frase de Borges: 'Sarmiento, o sonhador, continua nos sonhando', dedico-a à minha avó Rita Agote e solicito ao embaixador argentino que intervenham para tirar essa casa histórica do abandono", afirmou através de um vídeo publicado em redes sociais.

Ao divulgar o vídeo, a dirigente política exclamou: "Vamos, embaixador, se faz algo por Sarmiento", enquanto ressaltava a importância de proteger os sítios que fizeram parte da vida das personalidades históricas.

Além disso, manifestou sua preocupação com o estado da moradia, por isso questionou a falta de ações para preservar um espaço de memória histórica de Argentina e Paraguai, o qual é um patrimônio que não deve ser esquecido pelas autoridades.

Domingo Faustino Sarmiento nasceu em 15 de fevereiro de 1811, na cidade de San Juan de la Frontera. Comerciante, subtenente do batalhão de infantaria provincial, docente no exílio, capataz de mina e leitor prolífico, assim foram seus primeiros vinte anos de vida.

Seus próximos vinte e cinco anos foram marcados pelo exílio e pelas viagens: Santiago do Chile e Montevidéu foram seus principais destinos, mas cidades da Europa, África e Estados Unidos também constituíram parte de seu extenso itinerário.

A atividade jornalística e sua intensa atuação no campo da educação foram suas principais ocupações. Meados da década de 1850, encerrou sua vida de exilado e intensificou sua participação na vida institucional argentina.

Sua segunda viagem aos Estados Unidos em 1865 confirmou seu interesse na modernização capitalista do país e sua rejeição aos movimentos montoneros das províncias, considerados sinais do "atraso" nacional.

Tudo isto se confirmou durante seu período à frente da presidência do país, entre 1868 e 1874. Nos 14 anos seguintes, até sua morte, em Assunção, Paraguai, em 11 de setembro de 1888, dedicou-se à função pública, principalmente no âmbito educativo, e à sua paixão literária.

O traslado de seus restos para Buenos Aires foi descrito como uma continuada manifestação popular.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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