Quarta, 29 de Julho de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Política

Leite questiona o silêncio da Chancelaria diante de Lula

29/07/2026 19:45 2 min lectura 21 visualizações

O senador cartista Gustavo Leite questionou a falta de uma resposta oficial da Chancelaria paraguaia às recentes declarações do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que fez referência à Guerra da Tríplice Aliança, um episódio histórico que qualificou como especialmente sensível para os paraguaios.

Segundo o legislador, o Ministério de Relações Exteriores reagiu com maior rapidez no caso de Kylian Mbappé, quando se ofendeu por uma publicação da senadora Celeste Amarilla, que foi tachada de racista.

"Me pareceu que a Chancelaria agiu muito rápido para ser politicamente correta no caso Mbappé e não disse nada no caso Lula. A Guerra da Tríplice Aliança é muito sensível para os paraguaios", expressou.

Leite sustentou que o Governo paraguaio deveria ter transmitido uma mensagem clara ao mandatário brasileiro, ainda que sem converter o episódio em um conflito bilateral.

"A Chancelaria deveria ter dito ao presidente Lula que cuide sua linguagem quando fale da Guerra da Tríplice Aliança. Só isso. Tampouco é para armar um incidente internacional. Os Governos falam através de seu Ministério de Relações Exteriores", afirmou.

Nesse sentido, felicitou o vice-presidente da República, Pedro Alliana; o presidente da Câmara de Deputados, Raúl Latorre, e o senador Eduardo Nakayama por se pronunciarem publicamente sobre o tema.

"Quando há oportunidade de tomar postura há que fazê-lo, pois senão vai ficar que o Paraguai nunca tomou postura sobre isso. Tampouco é para armar um incidente internacional. É apenas lembrar que somos parceiros, amigos, trabalhamos juntos e somos sócios do Mercosul", manifestou.

Consultado sobre o cenário interno do Partido Colorado, tendo em vista as próximas eleições, Leite diminuiu a importância das diferenças entre os distintos movimentos e assegurou que a unidade se concretizará no momento dos pleitos.

"É impossível pedir que todos estejamos de acordo, mas quando chegar o momento de votar, vamos nos ir pelo nosso movimento e quando chegar o momento de votar, vamos nos unir todos juntos. Somos um partido democrático. Não está impedido pensar diferente", expressou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.