Keir Starmer renuncia como primeiro-ministro britânico após menos de dois anos no cargo
Uma vitória que se desvaneceu rapidamente
Menos de dois anos depois de conquistar uma das maiores vitórias eleitorais da história britânica, Sir Keir Starmer foi expulso do poder por seu próprio Partido Trabalhista. Durante seu discurso de vitória em 2024, prometeu pôr fim ao caos e alcançar uma renovação nacional em meio a uma política cada vez mais caótica no Reino Unido.
No entanto, sua popularidade desabou vertiginosamente. Starmer anunciou formalmente sua demissão como líder do Partido Trabalhista em uma coletiva de imprensa na segunda-feira, estabelecendo um cronograma que permitirá designar um novo líder antes do retorno do Parlamento em setembro.
Desafios desde o início
Desde o início de seu mandato, o governo enfrentou uma série de dificuldades. Três meses após assumir, Starmer devolveu aproximadamente US$8.000 em presentes recebidos desde sua chegada ao poder, incluindo ingressos para eventos. Embora a ação não tenha violado normas estabelecidas, gerou críticas públicas em um contexto de economia fraca e escrutínio sobre a capacidade do governo de cumprir suas promessas.
O novo primeiro-ministro recebeu críticas por várias mudanças de políticas, entre elas a revogação de uma promessa de investimento ecológico, reformas em benefícios sociais e modificações ao imposto sobre herança. Além disso, enfrentou pressão da oposição em relação à sua capacidade de reduzir o número de migrantes que cruzavam o Canal da Mancha.
Pressão econômica e internacional
As pesquisas de opinião mostraram consistentemente que Starmer apresentava índices de aprovação muito baixos, aproximando-se de mínimos históricos para primeiros-ministros britânicos. Com o aumento do custo de vida e tensões internacionais, o governo enfrentou dificuldades.
Os conflitos na Ucrânia e no Irã agravaram os problemas econômicos do país, colocando-o à beira da recessão. Segundo um relatório do Fundo Monetário Internacional publicado em abril, previa-se que o impacto energético provocado pelo conflito no Oriente Médio afetaria com especial intensidade o Reino Unido entre as economias mais desenvolvidas.
O colapso final
O Partido Trabalhista, que inicialmente chegou ao poder após 14 anos de governo conservador, começou a questionar-se se Starmer era a pessoa adequada para encabeçar as próximas eleições gerais. Os maus resultados eleitorais em maio na Inglaterra, Escócia e País de Gales intensificaram a pressão interna.
O partido populista de direita Reform UK superou o Partido Trabalhista nas pesquisas na primavera de 2025 e manteve sua liderança desde então. Com a rebelião de seu próprio partido após as perdas de cadeiras nas eleições locais, Starmer reconheceu que deveria dimitir, tornando-se o sexto primeiro-ministro do Reino Unido em uma década.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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