Juiz teria lesionado direitos de Ypyta ao transferir propriedade
A sala constitucional deverá estudar as vulnerações das garantias constitucionais que se geraram nas resoluções.
Acumulam-se mais irregularidades que o juiz em o civil e comercial de Assunção, Édgar Rivas, teria presumivelmente cometido no expediente intitulado "Ypyta SA Imobiliária, Pecuária e Comercial sobre convocatória de credores", ao assinar a transferência de um valioso imóvel a favor de uma pessoa que não teria a solvência econômica para justificar a compra.
A advogada Patricia Rebollo, representante legal de Ypyta, manifestou estar surpresa pela atuação do juiz Rivas sobre a assinatura do título de propriedade, devido a que o citado magistrado não intimou a empresa Ypyta nem o síndico de falências para realizar tal ato. Rebollo afirmou: "O fato de que o juiz não tenha intimado a empresa Ypyta para poder assinar a transferência do imóvel em litígio poderia causar lesões aos direitos processuais e lesões à propriedade que possui a empresa que represento". Foi categórica ao esclarecer que "todas as atuações que se realizem no presente processo civil devem ser comunicadas à empresa Ypyta porque a mesma foi reabilitada legalmente".
Acrescentou a profissional do direito que "a empresa Ypyta recuperou suas faculdades processuais e legais ao ser reabilitada como empresa e, portanto, o magistrado Rivas teve que intimar a empresa para realizar o ato de titulação, mas não existe tal atuação no expediente judicial, o qual é grave". Acrescentou: "Tampouco existe comprovação no expediente da intimação ou comunicação ao síndico que hoje tem intervenção. No mínimo deveu intimar-se as partes sobre a titulação da propriedade de Ypyta e isso não aconteceu", sustentou.
AÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE
A advogada Rebollo sustentou que os julgamentos de primeira e segunda instância que autorizaram a venda irregular estão pendentes de resolução na Sala Constitucional da Corte Suprema de Justiça. Os ministros de tal sala deverão estudar as vulnerações das garantias constitucionais que se geraram nas resoluções judiciais atacadas na máxima instância judicial.
TERNADO PARA CAMARISTA
O criticado juiz Édgar Rivas integra uma terna para o cargo de membro do Tribunal de Apelação em o Civil e Comercial, Segunda Sala da Capital, junto com o camarista Carlos Escobar e Amy Lezcano.
Entretanto, o magistrado Rivas acumula severas críticas por julgamentos judiciais proferidos presumivelmente à margem da lei. Em seu momento, o juiz Rivas ordenou o leilão da estância Céu Azul, pertencente ao presumido narcotraficante Luiz Carlos da Rocha, alcunhado Cabeça Branca.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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