Joaquín Levinton: "Nós fazemos metade do show; a outra metade é o público"
Uma trajetória que transcende gerações
Turf é uma daquelas bandas que permaneceu vigente ao longo dos anos, chegando a distintas gerações de público. A três décadas de seu nascimento, o grupo argentino continua apresentando suas canções em diversos cenários, somando seguidores constantemente. Joaquín Levinton, vocalista e um dos integrantes mais reconhecíveis da agrupação, conversou de Córdoba durante a turnê de aniversário, adiantando detalhes sobre o encontro com o público paraguaio previsto para 26 de setembro no marco do Pilsen Reciclarte.
Quando se lhe perguntou sobre o retorno do grupo ao país, a resposta foi entusiasta: com muita alegria e entusiasmo. Esta visita terá um significado especial, já que será a primeira apresentação de Turf no Reciclarte e coincidirá com a celebração de seus trinta anos de história musical.
"Este aniversário número 30 de Turf nos envolve a todos porque vocês são parte de nós, de toda essa trajetória imensa que temos, de tantas vezes que fomos para aí. São parte destes 30 anos, assim que nunca mais merecido um festejo que com vocês também", assinala Levinton.
Um percurso por toda a história musical
A turnê de aniversário começou em Rosario e continua por distintas cidades da Argentina e outros países. O Paraguai será uma das paradas deste percurso em que a banda promete repassar grande parte de sua história musical. "Vamos fazer uma volta por todos os discos de Turf, as melhores canções, as que fizeram história, as que o povo pede, as novas e, bem, toda nossa loucura", adianta o cantor.
Como anedota, Levinton comenta que o Prêmio Gardel que Turf recebeu faz parte da turnê e será levado a cada apresentação. "Sim, vamos levar, levamos para todos os lados. Parte da turnê. É o único que levamos", brinca com seu habitual senso de humor.
Canções que permanecem no tempo
Trinta anos depois de suas primeiras composições, um dos fenômenos mais destacáveis para Levinton é a maneira em que o repertório de Turf continua chegando a novas gerações. Já não se trata somente de quem descobriu a banda nos anos 90 ou 2000, mas também de seus filhos e netos.
"Me encanta ver pais com seus filhos escutando. Já vi gente comprando entradas para compartilhar com seu filho e dizer: 'Eu o convido a estar em tal lugar e agora compartilho com meu filho'", relata o vocalista.
Para Levinton, essa vigência tem uma explicação clara: a banda nunca tentou se adaptar às modas do momento. "Acredito que nós somos um grupo que sempre fez um estilo próprio. Nunca nos subimos a nenhuma moda, sempre fomos autênticos e transmitimos uma alegria que evidentemente ao povo lhe gusta vir a procurar".
Por isso, canções que têm mais de duas décadas convivem naturalmente com as composições mais recentes. "Cantamos tanto canções de faz 25 ou 30 anos como canções que estão por sair agora e todas se festejam por igual", explica.
A conexão com o público como identidade
Nesse vínculo especial com o público também está, segundo Levinton, uma parte fundamental da identidade de Turf. A banda chega ao palco com um repertório preparado, mas deixa espaço para que cada concerto tenha sua própria dinâmica e particularidade.
"Nós fazemos metade do show. A outra metade é o público. Nós cantamos as canções, mas se arma a festa quando a canção a recebem e cantam junto conosco e se arma a tremenda festa".
Esta fórmula de interação constante com o público tem sido chave para que Turf mantenha sua relevância e conexão ao longo de três décadas, permitindo que cada apresentação seja única e memorável para quem assiste.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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