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Polícia

JEM decidirá se investiga denúncia engavetada na Promotoria sobre máfia de promissórias

O ministro da Corte Suprema de Justiça César Garay recomendou abertura de prazo para decisão de investigação de ofício

04/09/2026 17:15 2 min lectura 453 visualizações

Foi o ministro da Corte Suprema de Justiça César Garay quem recomendou que se abrisse o prazo no Jurado de Enjuiciamento de Magistrado (JEM) para decidir se se inicia ou não uma investigação de ofício. Apenas em 2 de outubro deste ano se cumpre o tempo para definir.

O JEM se fez eco da publicação de 2 de setembro, em que se evidenciava os sofrimentos que padeceu Sandra Isabel Cárdenas, uma professora de Matemática de Caacupé, cujos bens foram penhorados várias vezes e que isso lhe produziu uma enfermidade que a deixou acamada.

Ela denunciou o fato em setembro de 2024 na Promotoria de Villa Elisa, onde iniciaram os dois processos contra ela.

A causa ficou na Unidade Nº 2 dessa cidade, que hoje está sob responsabilidade da promotora Fany Aguilera.

A última diligência realizada foi em dezembro de 2024, quando a chamaram para que se ratificasse em sua denúncia e após dois anos, os mesmos funcionários confessaram que não foi feito nada e que iam "procurar" o expediente.

A Sandra Cárdenas já lhe descontaram G. 34.112.616 em dois processos em Villa Elisa e há risco de que continuem as penhoras.

Primeiro processo

O primeiro embargo foi em abril de 2021. Começaram a debitar G. 1.439.527 mês a mês e como era plena pandemia, lhe custou muitíssimo conseguir o dado de onde vinha o embargo.

Após um longo ir e vir, lhe forneceram o expediente do processo contra ela no Tribunal de Villa Elisa.

O que a demandou foi Juan Manuel Aponte Verón, a quem ela não conhecia. Ao revisar a promissória não reconheceu: "No mesmo instante percebi que não é minha assinatura", recordou na entrevista.

Essa promissória tinha campos incompletos, o que permitiu que lhe pudessem fazer outro processo com o mesmo documento, mas já preenchido.

Nesse embargo lhe tiraram G. 10.590.800. Após dois anos, veio outro embargo, com o qual lhe tiraram G. 11.136.146, que eram juros do processo.

Em 2023, foi diagnosticada com neuralgia do trigêmeo, uma infecção dos nervos do cérebro lado direito, ficando acamada dois meses.

Segundo processo

Em julho de 2024, chegou o embargo de outro processo. Desta vez, o demandante foi Juan Francisco Mendoza Romero, a quem ela também desconhecia completamente.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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