Islândia rejeita retomar negociações com a União Europeia
Resultado do referendo
Os opositores a retomar as conversações com a União Europeia, interrompidas em 2013, somaram 118.040 votos frente aos 105.339 dos partidários do "sim", em um referendo consultivo cujo resultado o Governo de centroesquerda que o convocou prometeu respeitar.
O triunfo do "não" já era quase um fato horas atrás, com cerca de 90% dos votos apurados. A tendência se consolidou nas circunscrições rurais do sul, noroeste e nordeste, somando-se também a do sudoeste, a mais populosa do país.
Participação histórica
A participação alcançou 82,5%, a cifra mais alta desde as eleições legislativas de 2009, celebradas logo após a crise econômica que sacudiu o país. Este nível de concorrência reflete o interesse cidadão em torno da questão da integração europeia.
As pesquisas prévias auguravam um resultado muito apertado que dificultava as predições. Os partidários de retomar as conversações com Bruxelas encabeçaram a apuração durante grande parte do dia, mas a tendência se inverteu nas horas finais.
Contexto histórico
Islândia solicitou o ingresso na União Europeia em 2009, mas paralisou as negociações quatro anos depois em meio a um clima adverso a Bruxelas. O Governo surgido do pleito de 2013 comunicou em 2015 que o país nórdico já não era candidato.
A coligação de centroesquerda que governa desde 2024 incluiu em seu pacto convocar um referendo para decidir se continuar o processo, argumentando que nunca houve uma consulta popular sobre este assunto.
Temas centrais do debate
A discussão prévia esteve dominada por questões como a soberania nacional, o controle dos recursos naturais —em especial a pesca— e o custo de vida. Além disso, influiu a incerteza gerada pelas ameaças de anexação do presidente estadounidense Donald Trump a respeito da Groenlândia.
Em caso de um triunfo do "sim", havia-se prometido convocar outro referendo sobre o hipotético acordo que alcançassem Reykjavík e Bruxelas.
Próximos passos
A primeira-ministra socialdemocrata Kristrún Frostadóttir, a ministra das Relações Exteriores Þorgerður Katrín Gunnarsdóttir, e a ministra da Educação Inga Sæland —líderes dos três partidos que conformam a coligação de governo— convocaram uma coletiva de imprensa para comentar os resultados do referendo.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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