Irã exige garantias da FIFA para participar da Copa do Mundo
Dirigente iraniano condiciona presença à reunião com Gianni Infantino e respeito às instituições do país
"Devemos receber da FIFA as garantias necessárias para participar desta competição, para que não se repitam incidentes semelhantes a experiências passadas", declarou Taj a jornalistas no final de terça-feira, conforme informou a agência IRNA.
O dirigente do futebol iraniano apontou que a presença de seu país na Copa do Mundo depende de uma reunião com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, que poderia ter lugar em Zurique (Suíça) nas próximas semanas, e exigiu que o país anfitrião garanta "respeito absoluto" à delegação iraniana.
"Não teremos problema em participar se não ocorrer nenhum tipo de insulto, especialmente contra as instituições oficiais e militares do país", sustentou Taj em uma aparente referência à Guarda Revolucionária iraniana, considerada organização terrorista pelos Estados Unidos.
O presidente da FFI disse que, em caso de insultos, "será dada uma resposta proporcional" e "existe a possibilidade de que a seleção retorne ao país".
Taj, ex-membro da Guarda Revolucionária, lembrou ainda o ocorrido no Canadá, país para o qual viajou no final de abril para participar do 76º Congresso da FIFA, mas do qual decidiu retornar ao Irã após sofrer "insultos" na Imigração canadense em Toronto.
Meios canadenses, no entanto, haviam informado que Taj foi deportado por seu antecedente como membro do corpo militar de elite, designado como organização terrorista pelo Canadá em 2024.
A participação do Irã na Copa do Mundo se mantém no calendário previsto, segundo a FIFA, embora o acesso de delegações e pessoal vinculado ao time continue sujeito às políticas migratórias dos países anfitriões: EUA, Canadá e México.
No citado Congresso, Infantino confirmou que "o Irã vai jogar nos Estados Unidos da América" por um motivo "simples": "Temos de nos unir e nos aproximar das pessoas. A FIFA une o mundo. Devemos sempre lembrar que é preciso ser positivos".
Irã e Estados Unidos se encontram em guerra, após Washington iniciar o conflito contra a República Islâmica em 28 de fevereiro, agora paralisado por uma trégua.
Recentemente, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, indicou que não haverá problema em autorizar a entrada dos jogadores da seleção iraniana, que jogarão suas partidas da fase de grupos em Santa Clara (Califórnia) e Seattle, mas que não será permitido o acesso ao país de pessoal técnico da federação desse país que, segundo Washington, possui laços com a Guarda Revolucionária.
O Irã se classificou para a Copa do Mundo após liderar o Grupo A na terceira rodada da fase de classificação da Confederação Asiática de Futebol (AFC) e está enquadrado no Grupo G com Nova Zelândia, Bélgica e Egito.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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