IPS: rastreabilidade de medicamentos vendidos em albergues revelará funcionários implicados
Doutora Cintia Cardoso relata descoberta de medicamentos vencidos e controlados sendo comercializados irregularmente
A doutora Cintia Cardoso, diretora de Apoyos e Servicios do Hospital Central do Instituto de Previsión Social (IPS), afirmou que aguarda a conclusão da revisão dos lotes de medicamentos que eram vendidos em albergues da previdencial para obter a rastreabilidade das farmácias e dos funcionários implicados nesta irregularidade. Alertou que grande parte dos medicamentos estava vencida e que serão reforçados os controles desses espaços.
"A denúncia foi de um familiar de paciente e as intervenções foram nos albergues das terapias intensivas de adultos e pediátricos. Em ambos os albergues havia medicamentos", relatou a funcionária médica, nesta quinta-feira, ao programa "Así son las cosas" do canal GEN e Universo 970 AM/Nación Media. "A denúncia começou com um paciente ao qual foi dada uma receita manual. Então, ao familiar comentam que em um dos albergues podia comprar esse medicamento".
"Nos enviam a foto da receita e da porta do albergue, de maneira que possamos localizar. E vamos imediatamente lá intervir e encontramos a mesma receita que tínhamos recebido por WhatsApp já na mesa da senhora, que foi detida. Quando lhe perguntamos qual função estava cumprindo, nos disse que ela era a encarregada dos medicamentos daquele lugar. Não é funcionária da instituição. Ela é uma pessoa que trabalha como cuidadora particular, que normalmente é contratada pelos familiares dos pacientes", descreveu sobre a descoberta desta situação.
Incautam medicamentos do IPS em albergues do Hospital Central. Dra. Cynthia Cardozo, diretora de Apoyos e Servicios. Canal GEN, Universo 970 AM.
Antecedente em albergues
"Esses lugares lhes são atribuídos uma vez que ficam internados e o Serviço Social é quem lhes atribui os lugares, controlam que seja verdade que o familiar continua internado. Fazem-se visitas para controlar a limpeza do lugar, que o paciente continua internado", explicou Cardoso sobre o procedimento formal para a habilitação e controle dos albergues do IPS.
Também mencionou que em outra oportunidade já havia sido descoberta a venda de medicamentos por outra pessoa. "Havia sido encontrado também, mas não nesta quantidade nem nesta organização, porque a senhora tinha todo tipo de medicamentos. Tinha medicamentos via oral, via endovenosa. O mais perigoso é que já havia produtos vencidos, havia produtos controlados, produtos anestésicos, havia insumos também de terapia intensiva e além disso tinha venda de roupas, de alimentos enlatados, envasados", referiu.
"E ela, digamos que se aproveitava de que tinha o contato com os familiares, no sentido de que por mais que talvez seu paciente saísse de alta ou falecesse, ela já era contratada novamente por outro familiar e continuava ali, praticamente todos os dias, encadeava um cuidado ao outro", especificou.
Tinha um colchão
Consultada se a mulher detida teria estado há tempo com este "negócio" no albergue, a funcionária respondeu: "Obviamente que não é muito pouco tempo, porque estava ela com um colchão ali no box que tinha atribuído e em outro box, foi que nos chamou a atenção uma pessoa, nos fez uns gestos para que...", concluiu a diretora, indicando sinais de operações suspeitas identificadas durante a intervenção.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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