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Paraguai

Monsenhor Collar Noguera: "A migração deve ser uma escolha, não uma necessidade"

27/09/2026 23:45 3 min lectura 43 visualizações

Reflexão sobre a migração no Paraguai

Durante sua homilia em Caacupé, monsenhor Pedro Collar Noguera abordou a realidade de milhares de paraguaios que abandonam o país em busca de trabalho e melhores condições de vida. O bispo enfatizou a importância de gerar oportunidades que permitam que a migração seja uma decisão livre e não uma imposição.

"Se um paraguaio se vê forçado a partir porque não encontra um pedaço de pão ou um trabalho honrado em sua terra, há uma pergunta que nos queima por dentro: o que nos acontece como pátria?", questionou durante a celebração.

Valorização do aporte migratório

Collar Noguera destacou o aporte significativo das comunidades estrangeiras na construção do Paraguai. Também recordou as famílias paraguaias que permanecem separadas pela migração e os sacrifícios que enfrentam.

"Quantas mães nossas criaram seus filhos à distância, à força de chamadas telefônicas e encomendas", assinalou, reconhecendo o esforço daqueles que se veem obrigados a emigrar.

Proteção de crianças e adolescentes

O bispo colocou ênfase especial nas situações que afetam menores de idade, como o criadazgo, o trabalho infantil, a situação de rua, a trata e exploração sexual. Enfatizou que nenhum costume herdado nem pressão econômica justificam privar uma criança de sua infância.

"Nenhum costume herdado nem nenhuma pressa econômica justificam que a uma criança se lhe roubar a infância", sustentou ao referir-se ao criadazgo e ao trabalho infantil.

Compromisso coletivo necessário

Também pediu não naturalizar a presença de crianças nas ruas e assinalou que o Estado e a sociedade devem garantir sua proteção. Com respeito à trata e exploração sexual, instou a denunciar esses fatos e acompanhar as vítimas em sua recuperação.

"A vergonha nunca deve recair sobre a criatura abusada, mas sobre o agressor", afirmou com clareza.

Collar Noguera sustentou que a proteção dos setores vulneráveis não corresponde unicamente às autoridades, mas que requer o compromisso conjunto de famílias, comunidades religiosas, instituições e cidadãos.

"A fé e a cidadania nos pedem dar o passo do lamento à decisão responsável e solidária", manifestou, fazendo um chamado à ação concreta.

Integração e acompanhamento

Nesse sentido, pediu fortalecer a integração de crianças e jovens migrantes, evitando situações de solidão e rejeição que possam afetar seu desenvolvimento.

"Sejamos uma Igreja que sabe abraçar, escutar e caminhar com quem sofre", exortou o bispo como conclusão de sua mensagem.

A jornada concluiu com uma oração dedicada aos migrantes e refugiados, especialmente pelas crianças, para que nenhum seja esquecido, explorado ou fique sem o cuidado e a proteção que merece.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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