IPS Ingavi: podem suspender cirurgias após irregularidades em caso de mama extirpada por erro
Superintendência de Saúde analisa possibilidade de interrupção de procedimentos após auditoria revelar malpráxis e tentativa de destruição de evidências
A Superintendência de Saúde analisa a possibilidade de suspender cirurgias no Hospital Ingavi do Instituto de Previsão Social (IPS) após a auditoria que revela graves irregularidades no caso da mulher a quem extirparam a mama equivocada. Não apenas se enganaram, como também tentaram apagar evidências.
O superintendente de Saúde, Roberto Melgarejo, mencionou que o informe revela malpráxis e tentativa de apagar evidências e advertiu que, caso se constatem novas irregularidades, analisa-se a suspensão de cirurgias para implementar um plano de contingência. O informe já foi encaminhado à Promotoria, indicou.
"Com respeito à prática do protocolo, refere-se das declarações dos intervenientes que um ou vários desconheciam o protocolo", expressou em declarações à 1080 AM.
Nesse sentido, recomendam ao IPS que imediatamente todo seu pessoal conheça o documento. "Pelo menos os envolvidos em atos cirúrgicos devem estar totalmente dedicados a este protocolo que deve cumprir e nós vamos estar monitorando", precisou Melgarejo.
Com respeito à adulteração ou não recorrerão a uma perícia, acrescentou. "Inicialmente vemos que há uma fraqueza importante no sistema informático", destacou.
Reviver um momento doloroso
A advogada da vítima, Carmen Pereira, referiu-se à auditoria que revelou que o pessoal médico ignorou os protocolos de segurança e operou sob uma ausência de liderança hierárquica e controle técnico.
"Informar todos esses passos à família é reviver um momento muito doloroso. E nossa representada continua vivendo de forma difícil, considerando que um câncer não se cura de um dia para o outro. Ela continua em processo e deve continuar recorrendo ao Instituto de Previsão Social", lamentou.
Acrescentou que as medidas a serem tomadas para a melhoria no atendimento dos pacientes da previdenciária são muito importantes para que a vítima possa continuar com segurança seu tratamento sem ser submetida novamente a processos que pudessem ter irregularidades, indicou a defensora.
"No informe assinala que a mama que tinha que ser extirpada era a direita. Não havia nenhum tipo de dúvida. E posteriormente, igual ocorre essa situação", questionou. Igualmente, opinou que as medidas administrativas a serem adotadas devem produzir uma mudança significativa com respeito às responsabilidades que lhe correspondem no marco da gravidade do que significa para o segurado de IPS.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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