IPS impulsiona reprogramação de dívida a 10 anos para fortalecer abastecimento de medicamentos
Estratégia de alívio financeiro
O assessor da presidência do Instituto de Previsión Social (IPS), Carlos Pereira, apresentou a estratégia de alívio financeiro que impulsiona a previdenciária. A proposta busca que o 75% do orçamento para medicamentos possa ser destinado à compra de insumos em lugar de cobrir quotas bancárias de curto prazo.
A iniciativa não apenas contempla o deslocamento de vencimentos imediatos, mas também busca um marco legal que permita reestruturar a dívida a 10 anos, com 2 anos de carência, e emitir bônus.
Diagnóstico integral da previdenciária
Pereira apontou que o atual presidente do IPS, Isaías Fretes, iniciou uma série de visitas aos distintos centros de atendimento, acompanhado da gerência de abastecimento e logística. Esses percursos têm como objetivo inventariar as necessidades não atendidas, a disponibilidade de medicamentos e medir a capacidade da força laboral médica.
A partir deste diagnóstico, a instituição está incorporando uma auditoria médica junto com a auditoria administrativa para medir as distintas ordens de serviço solicitadas. O desafio consiste em determinar a quantidade exata de insumos disponíveis e dosificar as necessidades em função do universo de mais de 500 medicamentos que compõem o vademécum.
Situação atual da dívida
Pereira reconheceu que a dívida total do IPS ascende a USD 1.265 milhões, distribuída entre USD 800 milhões com bancos e USD 400 milhões com fornecedoras. Atualmente, apenas se cobre o 25% das necessidades operativas e de medicamentos devido à pressão das quotas bancárias.
O 25% que resulta insuficiente se deriva da concentração no 75% restante, dedicado a atender as quotas que o Fundo de Saúde tem com o setor bancário. Como essas dívidas provêm de acertos de dívidas anteriores, créditos sindicados e cessões de crédito de anos anteriores, mas todas são de curto prazo, as quotas resultam demasiado grandes.
Medida paliativa e solução definitiva
O assessor do IPS esclareceu que não se trata de um refinanciamento, já que a instituição não se encontra em inadimplência de nenhum tipo de obrigação. A reestruturação parcial é uma medida paliativa para assegurar a disponibilidade de medicamentos no curto prazo.
Pereira explicou que o verdadeiro desafio é aproveitar esta situação crítica e estabelecer um mecanismo legal que permita ao IPS emitir bônus locais de maneira que a dívida se estenda a um prazo maior, aliviando a pressão financeira imediata e permitindo um investimento sustentado em medicamentos e serviços de saúde.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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