IPS enfrenta desabastecimento de medicamentos apesar de contratos firmados
Contratos sem cumprimento em medicamentos essenciais
O Instituto de Previsión Social (IPS) enfrenta uma situação de desabastecimento de medicamentos que afeta seu sistema de provisão. Apesar de contar com contratos firmados, os fornecedores adjudicados não conseguem cumprir com a entrega de 126 fármacos de alta rotação, que representam 26% do vademécum institucional.
Segundo informou a gerente de Abastecimento do IPS, Cecilia Rodríguez, o panorama atual reflete falhas na cadeia de suprimentos originadas pela falta de planejamento. A funcionária explicou que atualmente 134 medicamentos contam com contratos e certificados de disponibilidade orçamentária, mas as empresas adjudicadas encontram-se fora do prazo para a entrega. Os medicamentos em questão são fornecidos por 36 empresas diferentes.
Advertência prévia sobre a crise
Rodríguez havia advertido previamente ao Conselho da instituição sobre o cenário crítico. Em fevereiro deste ano, informou que o desabastecimento atingiria seu pico máximo em julho. No final desse mês, comunicou à administração anterior que aproximadamente 300 medicamentos contavam com cobertura de dez meses e outros 200 com menos de nove meses, limiar a partir do qual devem ser iniciados novos processos de compra.
A gerente de Abastecimento apontou que quando um medicamento tem apenas nove meses de cobertura, já se encontra em um ponto crítico devido à burocracia inerente aos processos de licitação e ao planejamento dos fornecedores.
Causas do desabastecimento
Rodríguez explicou que os fornecedores enfrentam incerteza a respeito de se devem importar ou fabricar os medicamentos requeridos, o que gera atrasos na entrega.
O empresário não sabe ou está em dúvida, se importa ou não o medicamento, se fabrica ou não o medicamento, indicou a funcionária.
O presidente do IPS, Isaías Fretes, atribuiu esta situação à desordem na gestão anterior da instituição, sinalizando que se realizou o processo de seleção e se conta com orçamento disponível, mas os laboratórios não dispõem dos medicamentos solicitados.
Análise da situação
O conselheiro José Emilio Argaña recordou que Rodríguez havia advertido sobre este cenário em 25 de fevereiro do presente ano. De acordo com seu relato, nos primeiros meses do ano 22% dos medicamentos apresentava estoque zero, e a gerente de Abastecimento projetou que sem iniciar novas licitações em prazo, este percentual chegaria a 57%.
Rodríguez acrescentou que foram identificados múltiplos medicamentos sem estoque e que mais de 40% corria risco de ficar sem contrato vigente se não se agisse com rapidez nos processos de compra.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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