IPS: Declaração de emergência mantém posições divididas
As comissões assessoras de Contas e Controle de Execução Orçamentária e de Justiça, Trabalho e Previsão Social da Câmara de Deputados, presididas pelos deputados César Cerini e Yamil Esgaib respectivamente, reuniram-se ontem com o presidente do Instituto de Previsão Social (IPS), Isaías Fretes, para analisar o alcance de um projeto de lei que declara em estado de emergência referida instituição.
A iniciativa intitulada "Que declara estado de emergência no Instituto de Previsão Social ante o desabastecimento de medicamentos essenciais, problemas na infraestrutura predial, de máquinas e falta de pessoal; e faculta a realização de ações administrativas e financeiras necessárias", já conta com meia sanção da Câmara de Deputados.
Contudo, ainda não tem definição na câmara de Senadores onde o texto gerou questionamentos de parte de alguns setores, principalmente porque não fica claramente especificado de que maneira o Ministério da Fazenda deveria instrumentar as ações previstas no projeto.
A lei facultaria ao IPS a realizar compras diretas de medicamentos, insumos médicos e equipamento; executar obras urgentes de infraestrutura; contratar de forma direta pessoal médico, paramédico e de apoio, entre outros.
O deputado Yamil Esgaib sustentou que esta lei é urgente e necessária.
"Assim como estamos liberando a possibilidade da compra direta, que você por suposto o vai fazer com um concurso de preços, me imagino, mas já não vai precisar fazer uma licitação. Vai agilizar a possibilidade de obter o que se necessita. Assim como os recursos econômicos, que hoje em dia se faz por licitação porque antes era direto, valha a diferença, hoje em dia graças a essa licitação de colocação de capitais o IPS ganhou trezentos milhões de dólares mais do que vinha ganhando, porque hoje em dia se licita a qual entidade financeira se lhe vai dar o dinheiro", sustentou o parlamentar oficialista.
Por sua vez, o deputado Raúl Benítez pediu que a bancada cartista chegue a um acordo se apoiam ou não a gestão do novo titular de IPS.
"Nós vamos bancar as ferramentas que sejam necessárias para uma reforma real do Instituto de Previsão Social. Para poder transparentar de melhor maneira ou dar-lhe segurança aos contribuintes. Mas se não existe um respaldo político real ou se o respaldo político se sustenta em prevenda, contratos, negócios, dinheiro para o banco do presidente, estamos em um problema", afirmou.
Igualmente, reclamou que se dê a conhecer as irregularidades encontradas na previdenciária. "Há uma preocupação, creio que pública. Queremos saber se se fizeram auditorias", mencionou o legislador opositor.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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