IPS: Análise revela que terceirizar hemodinâmica custa 6 vezes mais
O Conselho de Administração do Instituto de Previsão Social (IPS) analisou um projeto para a construção de novas salas de hemodinâmica para o Hospital Central com a aquisição de novos angiógrafos. O IPS tem disponibilidade de G. 30 bilhões para o projeto. Os repuestos para o equipamento serão fabricados até 2027, portanto a instituição considera que tem um ano para analisar a compra de um equipamento novo.
Durante a apresentação, além dos aspectos técnicos e operativos, pela primeira vez foram expostas comparações concretas entre o custo de realizar procedimentos com equipos próprios e o gasto que representa a terceirização desses serviços.
A proposta contempla um investimento de G. 4 bilhões para infraestrutura das novas salas de hemodinâmica, incluindo uma unidade de terapia intensiva (UTI) de curta permanência para pacientes após os procedimentos.
Junto com a infraestrutura, as áreas técnicas apresentaram três cenários para a renovação. Uma das alternativas prevê que o equipamento fora de serviço seja trasladado a Ciudad del Este uma vez recondicionado.
O IPS dispõe de dois equipos, um monoplano e outro biplano para procedimentos cardiovasculares. De ambos, apenas o monoplano está operativo após sua manutenção, e o biplano seria reparado na próxima semana; o IPS anunciou que os repuestos já estão no país.
A análise financeira incluiu três cenários: O primeiro, manter o equipamento biplano atual e incorporar dois monoplanos por G. 17.488.090.897 com manutenção de G. 6.582.926.740. Segundo, adquirir um monoplano e um biplano por G. 20.028.559.070 com manutenção de G. 5.058.018.505. E como terceira opção, dois monoplanos novos e um biplano novo por G. 28.772.604.519 com manutenção anual de G. 6.582.926.740.
Terceirizar ou comprar. Entre apostar na compra de equipos e recorrer a prestadores externos, os dados revelaram um sobrecusto para o IPS de 5,7 vezes mais. A comparação foi realizada sobre uma cinecoronariografia, que é um dos estudos de menor complexidade que se efetuam tanto em equipos monoplanos quanto biplanos.
O custo médio dentro do IPS é de G. 4 milhões. Em contraste, o mesmo estudo terceirizado atinge G. 22,9 milhões por paciente. A diferença implica um potencial de economia de G. 17,9 milhões por procedimento.
O presidente do IPS, Isaías Fretes, defendeu a necessidade de avaliar a compra de equipamentos frente à terceirização:
"É mais barato jantar em casa do que jantar fora", expressou. O Conselho ainda tem que definir o avanço deste projeto escolhendo qualquer uma das propostas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.