IPS analisa plano de seguro para cobrir doenças catastróficas
Na sessão do Conselho de Administração do Instituto de Previsión Social (IPS), realizou-se ontem uma jornada sem muito aprofundamento na aprovação de uma sequência de adendas em relação a serviços em comodato e atendimento terceirizado. Com breves abordagens de questões estruturais como a provisão de códigos de contratação acumulados que não permitem o controle real de compras, além da situação de medicamentos específicos como a Enzalutamida.
Como primeiro ponto da ordem do dia, foi abordado o pedido de informes relacionados com amparos judiciais vinculados ao cumprimento do atendimento dos segurados. Nesse contexto, o conselheiro renunciante Víctor Insfrán Dietrich, apresentou ao presidente Isaías Fretes a possibilidade de analisar, junto com o gerente de Saúde, Derlis León, uma proposta de seguro complementar para a cobertura de doenças catastróficas, ou seja, patologias crônicas de alta complexidade com custos econômicos extremamente elevados para o sistema de saúde.
A proposta consiste em que o Instituto possa cobrir um seguro destinado aos aposentados, enquanto as empresas seguradoras se encarregariam da administração e cumprimento das prestações correspondentes.
Segundo explicou Insfrán Dietrich, junto com o Dr. Derlis León já se iniciaram análises preliminares sobre essa alternativa. Por sua parte, Isaías Fretes viu como uma boa alternativa.
"Não só nós vamos ficar tranquilos, esse segurado vai ter assegurada a cobertura em todas as suas margens. E provavelmente para o instituto vai ter menores custos do que estar cobrindo", pontuou Fretes.
Controle a terceirizados. O presidente do Conselho, Isaías Fretes, solicitou uma auditoria para os serviços terceirizados de atendimento em Coronel Oviedo e Campo 9. Nesse sentido, o debate se centrou no controle sobre a prestação efetiva dos serviços aos segurados. Ressaltou-se que para o Departamento de Caaguazú se conta com um único fiscalizador médico para dar fé desses serviços.
Câncer de próstata. IPS analisará a provisão de enzalutamida, droga utilizada no câncer de próstata. O medicamento é requisitado por segurados e denunciam que está repetidamente em falta. Foi remetido a análise pelo histórico de compras. Hoje a provisão adquirida para 24 meses alcança para cerca de 6 meses, segundo relatórios fornecidos ao conselho. O medicamento tem um custo unitário de G. 40 milhões. O serviço reportou o uso de aproximadamente 15 mil doses ao mês e se solicitaram cerca de 110 mil, o que se estima uma descoordinação da área.
"O que faz que em seis meses se acabe? Ou estão dando outras indicações, não quero pensar mal, que não seja que haja uma fuga de um lado. Que venha o informe do urologista e do oncologista, e que nos diga em que outra patologia está sendo usado", apontou Fretes.
Em outro ponto, solicitou-se que se remeta uma nota à Procuradoria da República para consultar se continuariam com o convênio para a transformação da casa de Serafina Dávalos, antes de rescindir o contrato e ver que medidas tomar para o futuro desse imóvel.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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