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Saúde

IPS alega que caso de intestino perfurado foi uma complicação clínica e descarta negligência

Autoridades médicas da instituição se pronunciam sobre denúncia de mãe que acusa negligência em cirurgia de seu filho de 17 anos

07/05/2026 23:00 3 min lectura 0 visualizações
IPS alega que caso de intestino perforado fue una complicación clínica y descarta negligencia

Élida López é uma mãe preocupada com seu filho de 17 anos, que denunciou desesperada a NPY uma suposta negligência no Instituto de Previsión Social (IPS), depois de não ser ouvida por autoridades da instituição. Entre lágrimas, manifestou que seu filho, Junior Leguizamón López, teve o intestino perfurado durante uma cirurgia por peritonite.

O caso começou no dia 18 de março passado e, em um período de dois meses, o jovem foi submetido a três intervenções cirúrgicas.

Nesta quinta-feira, autoridades médicas da previsional apresentaram sua versão e informaram que tomaram conhecimento da denúncia através das publicações e, como primeira medida, foi determinada a verificação do expediente clínico por um organismo de controle interno do IPS.

"Descartamos totalmente que isso seja uma negligência ou que tenhamos lesionado o intestino do paciente durante o ato cirúrgico", afirmou o diretor médico Édgar Ortega.

Ortega pediu deixar claro que a equipe médica está aberta a exibir qualquer pedido ou requerimento de algum organismo que esteja interessado em ver o expediente e inclusive para uma reavaliação feita por profissionais médicos de outras instituições, se acharem conveniente.

"Foi determinada a verificação do expediente clínico por um organismo de controle interno do instituto e deixamos claro que estamos abertos a qualquer tipo de requerimento, inclusive de fora da instituição, como pode ser a Superintendência de Saúde, o Ministério Público, o próprio Ministério da Saúde como ente reitor, ou mesmo algum médico externo que os familiares acreditem", garantiu.

"Estamos abertos a mostrar. Somos uma administração de portas abertas, a informação é pública e somos os primeiros que queremos garantir que isso não é uma iatrogenia e que é uma complicação", acrescentou o diretor médico do IPS.

"Não encontramos essa situação como uma causa de má prática, mas sim uma complicação do quadro clínico do rapaz", insistiu.

O doutor Kichiro Matsumura é o chefe de Cirurgia Pediátrica do IPS e forneceu mais detalhes sobre o processo do jovem, como as três cirurgias em um período de dois meses.

Quando perguntado se na primeira operação o apêndice danificado foi removido, mas sem limpar adequadamente os órgãos internos, respondeu que diante de um quadro de peritonite "já há uma infecção dentro de sua barriga, já há uma infecção espalhada, que foi feita limpeza".

Sempre segundo a versão do doutor Matsumura, o jovem recebeu alta seguindo protocolos da equipe médica. Recebeu antibióticos por via parenteral e posteriormente, em casa, por via oral.

"Retornou por uma infecção da ferida operatória, pela qual também constatamos que havia uma conexão, ou seja, uma infecção dentro da barriga, contígua a sua infecção; então, reingressou e recebeu tratamento novamente", relatou o cirurgião pediátrico.

Após o tratamento no hospital, o paciente voltou a receber alta, mas reingressou "já com um quadro de oclusão intestinal, e isso foi por uma aderência que produz infecções. E por esse quadro, o paciente foi reintervenido", esclareceu.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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