Instam ao titular do PLRA a liderar como oposição radical e pedem atenção à CGR
Para os senadores Éver Villalba, líder da Frente Radical, e Dionisio Amarilla, do setor Diálogo Azul, para avançar na unidade o atual titular do PLRA, Alcides Riveros, deve passar do discurso à ação. Primeiramente, questionam que o Diretório tenha se conformado supostamente com uma maioria a favor do Novo Liberalismo, produto de uma suposta carga irregular de votos.
No entanto, apontam que o mais importante é realizar as tarefas para que o PLRA e a oposição cheguem com chances às eleições municipais de 4 de outubro.
Villalba apontou que quer uma oposição radical e questionou que em alguns departamentos e distritos em particular tenham carregado votos o pessoal de Riveros. "Agora fica trabalhar pelo partido e que essas coisas que eles fizeram, ou seu grupo político fez, não nos façam o Partido Colorado no próximo mês de outubro. Esse é o grande... o grande desafio", sustentou o senador.
No entanto, fez suas as palavras de unidade expressas na proclamação de Riveros e defendeu uma unidade real. Também expressou que como partido centenário, o PLRA deve reivindicar os espaços que lhe correspondem em um diálogo com a oposição já com vistas às municipais e ao 2028.
"Mas vamos continuar insistindo, vamos acompanhar todas as propostas que permitam que o Partido Liberal recupere seu protagonismo no cenário político. Propomos uma oposição radical, propomos reivindicar os espaços do liberal, propomos a unidade total da oposição nesta linha", expressou Villalba.
Embora para o cargo de presidente os resultados tenham sido inquestionáveis a favor de Riveros, o senador Villalba apontou que em alguns locais houve uma "carga descarada" produto tanto da ambição voraz de seus adversários como da impossibilidade de cobrir mesas em alguns distritos, segundo disse.
"Aceitamos os resultados, sua presidência, já lhe manifestei quando nos visitou na bancada. Ficamos em conversar (com Riveros). Não obstante, por exemplo, em Alto Paraná há uma participação de 67%, uma carga que não se pôde cobrir bem. No caso de San Antonio diretamente, há uma cumplicidade com a gente da Justiça Eleitoral que não deixaram sentar nas mesas", apontou.
"Então, esse desconforto e essas denúncias lhe manifestei, que nós vamos continuar. É uma questão de princípios e uma responsabilidade minha com o Partido Liberal, com toda a cidadania e a democracia", insistiu.
Por sua vez, em tom mais hostil, o senador Dionisio Amarilla apontou que o intendente de Fernando de la Mora, convertido em titular partidário, meteu seu entorno no Diretório, incluídos jardineiros e choferes.
Consultado sobre o porquê de sua ausência na entrega de certificados de proclamação a autoridades do Diretório, Amarilla disse que não foi porque era a festa de Riveros, a quem instou além disso a não continuar "embriagado" de vitória e tome as medidas para outubro e a disputa pela Controladoria.
"Para que irromper na festa de Riveros e seus jardineiros, choferes e cabeleireiros que graças ao \"cargatón\", como dissera o colega Éver, são membros do Diretório", sustentou.
Além disso, instou a que Riveros lidere com temperança o partido e que as sessões do Diretório não os encham de \"hurreros\".
"Esperamos que Riveros entenda que acima do ego desmedido está o desafio de outubro. Iremos à primeira sessão com certeza. Se é que não leva seus hurreros como foi o ato de ontem (pelo quinta-feira)", apontou.
Com relação à criação de secretarias para realizar um rateio dentro do partido a favor dos movimentos perdedores, como uma das primeiras ações institucionais que Riveros antecipou que faria, Dionisio apontou que os cargos em secretarias não os dispõe nem "são concessões suas", mas estabelecidas no Estatuto, afirmou.
Outro ponto que Amarilla sublinhou que o partido não deve descuidar é o da Controladoria Geral da República (CGR), instância fundamental dentro do Estado.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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