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Educação

Informe PISA: Capacidade de resolução em declínio

16/09/2026 22:45 3 min lectura 229 visualizações

O país voltou a se posicionar entre os últimos lugares da América Latina na avaliação internacional da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em matemática, nove em cada dez estudantes não alcançam o nível básico de competências, enquanto que em leitura e ciências mais de três quartos tampouco conseguem os padrões mínimos.

O resultado dos últimos exames evidencia que dentro de uma amostra maior a 6.500 alunos de quase 300 centros educacionais convocados a nível local é patente o agravamento das capacidades para interpretar e resolver problemáticas correspondentes a cada disciplina mencionada, com níveis de raciocínio que diminuíram perigosamente.

As provas PISA não medem conteúdos curriculares específicos, mas a capacidade dos estudantes para aplicar conhecimentos e habilidades em situações reais. Por isso, seus resultados costumam ser utilizados como um indicador da preparação dos jovens para continuar estudos superiores ou inserir-se em um mercado de trabalho cada vez mais exigente.
A aptidão e a preparação do escolarizado, em consequência, se afasta cada vez mais dos padrões internacionais e isso – a longo prazo – significa um marginamento mais acentuado em torno das possibilidades com o fim de melhorar sua qualidade de vida e acessar oportunidades para transformar sua realidade ou fornecer sua contribuição à sociedade, em um contexto cada vez mais competitivo.

A linguagem e a comunicação constituem as ferramentas básicas e fundamentais na edificação social.

A leitura compreensiva é uma esfera pouco conhecida no âmbito da educação paraguaia, em cujo seio pouco e nada se incentivou já desde o início do Estado-Nação a correta interpretação de textos ou fenômenos que cercam o ser humano em sua tentativa de aprender.
As ciências humanas ou do pensamento estiveram historicamente quase ausentes nos processos de ensino-aprendizagem, somado ao pouco incentivo ao debate aberto ou à contrastação de opiniões ou análises. A metodologia se baseou quase sempre no condicionamento, na verticalidade do conhecimento transmitido pelo professor ao aluno, quase sem discussões.

Após os anos de ditadura, em que a educação permaneceu quase imóvel em seus pressupostos e não experimentou transformações nem evolução conforme aos tempos que se iam vivendo, chegou-se ao tempo da abertura democrática com uma tentativa de reforma educativa, que acarreta muitas deficiências. Os fins da educação variaram em direção ao construtivismo, ou seja, que a aprendizagem se deslocava ao aluno como centro, como sujeito e já não como objeto do processo.

Anteriormente, a época do regime ditatorial havia enfatizado esquemas de repetição e de instrução de forma vertical.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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