Informe PISA: alunos paraguaios reduzem seu desempenho em ciências e leitura
Estudo aponta queda nos índices de proficiência entre 2022 e 2025
O documento, divulgado nesta terça-feira, detalhou que os estudantes paraguaios obtiveram em matemática, leitura e ciências pontuações inferiores à média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Segundo o relatório do Programa para a Avaliação Internacional de Estudantes (PISA), entre 2022 (ano da última prova) e 2025, a brecha entre os estudantes com melhores notas e os que tinham piores notas se reduziu em matemática e leitura, enquanto se ampliou em ciências.
"Parte dos declínios recentes nas pontuações de ciências e leitura poderia estar relacionada com a expansão da educação secundária a populações previamente marginalizadas", detalhou o estudo.
Nesse contexto, destacou um aumento no número de alunos elegíveis para a prova diante de uma queda na população de crianças dessa idade, o que considerou sugerir um aumento durante este período da matrícula na escola secundária no país sul-americano.
Em ciências, cerca de 24% dos alunos paraguaios alcançaram o nível 2 de competência ou superior, o que implica que os estudantes podem reconhecer a explicação correta de fenômenos científicos conhecidos, enquanto nos países com melhor desempenho, como China, Singapura e Japão, ultrapassaram 85%.
Em 2022, cerca de 29% dos alunos paraguaios se situaram em um "nível 2 ou superior" em ciências.
Por outro lado, na avaliação de leitura, cerca de 24% dos estudantes paraguaios chegaram ao nível 2 ou superior; ou seja, que podem "no mínimo" identificar a ideia principal em um texto de extensão moderada, enquanto a média da OCDE foi de 69%.
No relatório de 2022, 34% dos estudantes locais alcançaram o "nível 2 ou superior" em leitura.
Em matemática, 10% dos alunos paraguaios se situaram no nível 2 de competência frente à média de 65% na OCDE. Isso indica que o jovem pode representar matematicamente situações como comparar a distância entre duas rotas ou converter preços para outra moeda.
"Quase nenhum estudante no Paraguai obteve um desempenho destacado em matemática", acrescentou o documento, um nível que alcançaram jovens de economias asiáticas como Singapura, Taipé, Japão e outros.
O relatório também revelou que 33% dos estudantes paraguaios estão entre os "mais desfavorecidos" dos que realizaram a prova PISA em 2025.
Por outro lado, o documento indicou que cerca de 42% dos estudantes no Paraguai frequentavam escolas cujos diretores informaram que a falta de material educativo, como livros didáticos, equipamentos de informática, material de biblioteca ou de laboratório, "dificultava o ensino", ao menos em "certa medida".
O mesmo percentual (42%) se encontrava em escolas onde a falta de infraestrutura física era percebida como "um obstáculo para o ensino".
Quanto ao uso das novas tecnologias, 45% dos estudantes paraguaios declararam ter usado chatbots de inteligência artificial para facilitar seu aprendizado, ao menos uma vez por semana. Na OCDE, a média foi de 46%.
Além disso, 28% dos alunos reportaram ter sido vítima de pelo menos uma forma de assédio escolar, várias vezes ao mês ou mais em 2025.
No Paraguai, 6.510 estudantes de 293 escolas completaram a avaliação em matemática, leitura ou ciências, em representação de aproximadamente 82.400 alunos de 15 anos (80% da população dessa faixa etária).
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.