Industriais veem "com esperança" mudança de comando na ANDE e apelam por justa reforma energética
A União Industrial Paraguaia (UIP), através de comunicado divulgado em suas redes sociais, considerou que fortalecer uma política energética de Estado "constitui uma prioridade estratégica para o Paraguai".
Nesse sentido, o sindicato indicou que "a energia é a alma e o sistema nervoso do desenvolvimento de um país" e que é o fator que sustenta a produção, impulsiona o investimento e torna possível o crescimento econômico.
Nesse marco, indicaram que a nova condução da ANDE "assume a responsabilidade de liderar uma das instituições mais estratégicas do país".
Em seguida, ressaltaram que a magnitude dos desafios exige fortalecer as capacidades técnicas, consolidar equipes de trabalho, garantir a continuidade dos projetos estratégicos, impulsionar as reformas necessárias e aprofundar a articulação entre o Estado, o setor produtivo e os organismos especializados.
Continuaram indicando que a liderança do Poder Executivo será fundamental para estabelecer o rumo, ordenar as prioridades e gerar as condições políticas necessárias para avançar.
"A reforma energética não pode limitar-se a uma instituição nem ficar condicionada por interesses setoriais. Deve converter-se em uma política de Estado, construída com responsabilidade, transparência e visão de longo prazo", continuaram expressando.
Por outro lado, manifestaram que as advertências técnicas indicam que o país dispõe de uma margem de ação cada vez mais reduzida e que, sem novos investimentos e decisões oportunas, o Paraguai poderia enfrentar uma situação crítica hacia o final desta década.
"A isso se somam importantes desafios internos, como a redução de perdas de energia, a inadimplência pública e privada, o consumo ilegal e as dificuldades para viabilizar grandes projetos produtivos", acrescentaram.
A critério do setor dos industriais, a Administração Nacional de Eletricidade "será necessariamente protagonista deste processo, mas também será uma das instituições que deverão transformar-se".
Assim também, afirmaram que a estatal terá a responsabilidade de contribuir na construção de acordos e participar com abertura na negociação daqueles aspectos onde as visões ou os interesses sejam diferentes.
Finalmente, afirmaram que "recebem essa mudança com esperança, mas também com sentido de urgência" e apoiando a decisão do Governo.
"Renovamos nossa disposição de colaborar, desde o setor produtivo, na construção dos consensos que tornem possível esse objetivo nacional", concluíram.
Na segunda-feira passada divulgou-se a saída de Félix Sosa como titular da ANDE e em seu lugar foi designado Miguel Báez.
As últimas semanas da gestão de Sosa estiveram marcadas pelo desacordo com a assinatura de decretos que afetavam a venda de energia à empresa Atome, em condições tarifárias prejudiciais para os interesses financeiros da administração elétrica.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.