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Paraguai

Indert e Polícia não intervêm em conflito familiar por terras em Eusebio Ayala, segundo moradora

25/08/2026 04:45 3 min lectura 9 visualizações

O conflito territorial abrange uma propriedade de 14 hectáreas — parte de um excedente expropriado originalmente em 1994 — que correspondia a seus falecidos pais.

Após o falecimento de ambos os progenitores, a controvérsia pela delimitação do terreno se intensificou entre Marta e seu irmão, Elvio Velázquez Villagra.

A fim de desbloquear o litígio, a denunciante recorreu ao Instituto Nacional de Desenvolvimento Rural e da Terra (Indert) para solicitar formalmente a divisão do imóvel em partes iguais (7 hectáreas para cada um).

Porém, acusa a entidade estatal de prolongar o processo e não lhe conceder a adjudicação oficial que respalde a titularidade de sua fração.

"Nós fomos uns dos primeiros ocupantes quando se expropriou este assentamento. Agora o Indert me dá voltas, não resolve o trâmite e meu irmão se recusa à divisão porque a terra ainda não foi saldada em sua totalidade", manifestou a afetada.

Além da reivindicação da propriedade, dona Marta aponta que a convivência se tornou insustentável. Afirma que seu parente recrutou pessoas estranhas à comunidade — presumivelmente vinculadas à venda de crack e ao microtráfico — para intimidá-la, destruir os arames que instalou e ingressar à força em sua residência.

Da mesma forma, sustenta que no imóvel contíguo presumivelmente ocorrem graves fatos puníveis, entre eles, abusos sexuais contra menores, dos quais já contaria com reiteradas denúncias formais perante a Polícia Nacional e a Procuradoria sem ter obtido respostas efetivas.

Tanto o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Nacional contam em suas mesas com denúncias dos distintos fatos que incluem invasão à propriedade, proibição de aproximação por proferir agressões verbais e ameaças inclusive aos filhos de dona Marta, além de desacato à autoridade e a queimada de pastagens e lixo.

Intencional. Presumivelmente a queimada de pastagens e lixo a realizam para intimidar a família.

A mulher também denuncia uma forte contaminação ambiental, devido à queimada intencional de pastagens e lixo próximo a sua residência, com o fim de danificá-la e a sua família.

Além disso, referiu que deve cuidar de seu filho menor de 12 anos e de seu outro filho de 37 anos, com deficiência, que a acompanha permanentemente na rua, em seu trabalho de vendedora de bilhetes de loteria, pois não o pode deixar sozinho.

A vítima, que sofre de problemas de saúde derivados de diabetes, apela à intervenção urgente do Ministério do Interior, da Procuradoria e do Indert para resguardar sua integridade física e regularizar a adjudicação do terreno, antes que a violência derive em fatos fatais.

Nosso meio tentou obter a versão de don Elvio Velázquez, que referiu sucintamente que seu terreno é apenas de 7 hectáreas, depois cortou a comunicação e já não respondeu às chamadas.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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